Os residentes em Portugal realizaram dois milhões de viagens, no segundo trimestre, uma queda homóloga de 64,9%, mas passaram mais noites fora do ambiente habitual, particularmente em abril e maio (oito e 5,41 noites), divulgou hoje o INE.

Segundo o relatório da Procura Turística dos Residentes no segundo trimestre de 2020, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as viagens turísticas de residentes diminuíram 59,1% em território nacional e praticamente não existiram (-98,5%, total de 12,4 mil) com destino ao estrangeiro.

Apesar desta redução, verificou-se um aumento muito significativo do número de noites passadas fora do ambiente habitual pelos turistas, especialmente em abril e maio: oito noites e 5,41 noites, respetivamente”.

Entre abril e junho, registou-se uma média de 6,46 dormidas nas viagens de cada turista residente, o que mostra uma subida de 57,2% (tinha sido de 4,11 no segundo trimestre de 2019).

Apenas 9,6% da população residente realizou pelo menos uma deslocação turística, no período em análise, evidenciando um decréscimo de 19,1 pontos percentuais.

Todos os meses registaram decréscimos homólogos em termos de peso de residentes que viajaram, tendo sido a descida mais expressiva em abril (menos 17,7 pontos), “muito devido ao estado de emergência em vigor nessa altura”.

Os meses de maio e junho apresentaram decréscimos de 8,4 e 6,3 pontos, respetivamente. No período em análise, 99,4% das deslocações corresponderam a viagens em território nacional, diminuindo 59,1% face ao mesmo período do ano passado.

Segundo o INE, o “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no segundo trimestre de 2020, justificando 1,1 milhões de viagens, uma redução de 61,1%.

O motivo “visita a familiares ou amigos” correspondeu a 686,6 mil viagens, ou seja, 34,9% do total, representando um decréscimo de 67,5%.

Os “hotéis e similares” concentraram 10,8% das dormidas resultantes das viagens turísticas naquele período, perdendo um peso de 20,7 pontos percentuais no total.

Já o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (84,2% das dormidas), sendo o único tipo de alojamento a reforçar a sua representatividade.

O recurso à internet na organização de viagens também perdeu expressão, quer em viagens turísticas dentro do país, quer para o estrangeiro.

A internet foi utilizada no processo de organização de 11,8% das deslocações (menos 12,2 pontos), mas no caso das viagens com destino ao estrangeiro o valor foi de 48,1% (uma descida de 15,1 pontos).