Uma seleção de trabalhos da obra de Pedro Calhau compõe a exposição “Do Inesgotável”, patente a partir de sábado no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio Almeida (FEA), em Évora, anunciou esta terça-feira a organização.

A exposição “sugestiva e representativa” do artista eborense, que inclui trabalhos de desenho, pintura, escultura, gravura, fotografia, instalação, texto e imagem, destaca-se por “dar a conhecer uma dinâmica relacional”, mas também por “ativar e questionar o processo criativo do artista que, simultaneamente, une e liberta”, explica a FEA numa nota enviada à imprensa.

Com curadoria de Mariana Marin Gaspar, “Do Inesgotável” caracteriza-se por evidenciar “um conjunto de conceitos e ideias” que atravessam a obra de Pedro Calhau, tais como “a imaginação, a associação livre e a montagem”, onde é possível reconhecer “uma generosa e insaciável curiosidade”, mas também uma simplicidade que “não sendo totalmente inocente, é profundamente espontânea e instintiva”.

“Pensámos e desenhámos este projeto como uma travessia possível por um conjunto de trabalhos que reclama um olhar abrangente, tão experimental quanto crítico, que permita ensaiar ideias e traçar coordenadas que estimulem a participação ativa do visitante”, explicou a curadora da exposição.

“Do Inesgotável” tem entrada gratuita e a parceria do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC), assim como da Fundação Carmona e Costa, do Museu de Lisboa e da Antena 2.

Pedro Calhau expõe regularmente desde 2004, produzindo sobretudo pintura e desenho, e o seu trabalho tem tido “excelente acolhimento do público e da crítica, dentro e fora de Portugal”, refere a nota.

As visitas à exposição no Centro de Arte e Cultura da FEA decorrem sob as medidas de prevenção epidemiológica em vigor, entre as quais o uso obrigatório de máscara de proteção.

O Centro de Arte e Cultura da FEA é um espaço vocacionado para ações artísticas e culturais “orientado pelo compromisso social e por práticas sustentáveis”, numa programação multidisciplinar, formativa e inclusiva, concretizada através de exposições com foco especial na arte contemporânea.