“Se o momento para tomar a decisão [de o Estado comprar uma posição nos CTT] é este Orçamento ou é posteriormente, é aquilo que certamente estará em análise“, mas o deputado socialista João Paulo Correia confirma ao Eco que está em discussão uma compra de ações dos CTT que faça do Estado o maior acionista da empresa. Essa é uma matéria “pendente” mas “valiosa” para os socialistas e os comunistas que “obviamente faz parte das negociações entre o PS e o PCP, como é público”.

O deputado do PS esclarece, porém, que “o controlo público dos CTT não significa nacionalizar 100% do capital”, mas sim “adquirir ações” para ser o maior acionista, o que neste caso significa uma posição superior a 13,12%. Neste momento a capitalização de mercado total de 353 milhões de euros, pelo que esses 13,12% valeriam cerca de 40 milhões de euros – mas o Estado poderia vender participações noutras empresas para, usando esse encaixe, comprar as ações dos CTT.

No final, “não será uma medida de grande impacto orçamental”, afirma o deputado na entrevista ao jornal Eco.