A farmacêutica Pfizer está a trabalhar numa versão em pó da vacina contra o novo coronavírus. O objetivo da nova versão, que deverá estar disponível já em 2021, é combater os problemas de transporte e armazenamento da vacina líquida.

Um dos maiores problemas da vacina desenvolvida pela Pfizer em conjunto com a alemã BioNTech relaciona-se com questões logísticas: tem de ser armazenada a uma temperatura de 80 graus Celsius negativos e são poucas as unidades hospitalares que têm equipamentos para garantir o armazenamento a uma temperatura tão baixa.

Em declarações ao BusinessInsider, o diretor científico da Pfizer, Mikael Dolsten, afirma que a farmacêutica já está a pensar numa solução para o problema. “Estamos a pensar em várias possibilidades para as vacinas da próxima geração”, afirma. Para a Covid-19, vai ser “disponibilizada no próximo ano uma vacina em pó”. “Julgo que, em 2021, conseguiremos desenvolver um formato em pó que só precisa de ser refrigerado”, esclareceu.

As versões em pó das vacinas, normalmente soluções liofilizadas (quando um produto é congelado sob vácuo), podem ser reconstituídas com líquido para estarem prontas a ser injetadas. Segundo Dolsten, o armazenamento passa assim a ser um processo “muito mais simples”, uma vez que a “fórmula em pó pode ser armazenada apenas num frigorífico”.

Vacina da Pfizer com 95% de eficácia. Farmacêutica vai pedir aprovação de emergência

A última fase de testes da vacina da Pfizer, divulgada na passada quarta-feira, mostrou que a sua eficácia em prevenir a infeção pelo vírus SARS-CoV-2 é de 95%, mais 5% do que o anunciado uns dias antes. Na sexta-feira, a farmacêutica avançou com um pedido de aprovação de emergência ao regulador americano Food and Drugs Administration (FDA) — em julho o regulador indicou que daria autorização de “uso de emergência” a uma vacina que demonstrasse ser segura e tivesse uma eficácia mínima de 50%. No Reino Unido, o Telegraph avança que a vacina poderá ser aprovada ainda esta semana.