Uma equipa móvel de apoio à vítima (EMAV) vai atuar em seis municípios do Douro para uma intervenção mais próxima das comunidades, no âmbito de uma parceria entre as câmaras e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

A EMAV do Douro vai ser implementada, numa primeira fase, nos concelhos de Alijó, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa e Santa Marta de Penaguião.

No entanto, segundo disse esta sexta-feira à agência Lusa Elisa Brites, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) de Vila Real, o objetivo é alargar este serviço aos municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro.

Com este projeto pretende-se facilitar o acesso aos serviços da APAV, uma intervenção mais próxima das comunidades e proporcionar uma resposta mais adequada às necessidades de cada vítima, explicou.

A equipa é multidisciplinar, sendo constituída por elementos das áreas da psicologia e do direito, que irão “avaliar e intervir em função das necessidades de cada caso concreto”.

Para além do apoio às vítimas, serão também realizadas ações de prevenção e sensibilização quer junto da comunidade escolar, de parceiros e população em geral.

Elisa Brites referiu que se pretende “dar uma resposta mais eficaz às vitimas de violência doméstica em geral”, mas ter também em atenção grupos mais fragilizados, como os idoso ou as crianças.

Claro que teremos alguns cuidados devido ao envelhecimento do território, ao facto de haver violência contra idosos, não só entre casais de idosos mas também por parte de pessoas que se relacionam com os mais velhos, quer familiares ou cuidadores”.

Em cada município a equipa irá trabalhar em instalações cedidas pelas autarquias e em conjunto com técnicos da área da ação social, os quais vão ajudar a sinalizar as situações.

Em Mesão Frio, a EMAV do Douro funcionará no gabinete de ação social da câmara, uma vez por semana, todas as segundas-feiras das 9h30 às 13h00, e as marcações deverão ser feitas através do contacto telefónico 962 100 511 ou presencialmente, naquele gabinete.

A autarquia disse esta sexta-feira, em comunicado, que o “objetivo é incrementar uma resposta de nível diferenciado, otimizando e reforçando a intervenção do gabinete de ação social, através do envolvimento ativo de diferentes profissionais e de entidades de distintos contextos de intervenção”.

Pretende-se, igualmente, fortalecer o auxílio a vítimas de violência doméstica e de género, bem como, prevenir e sensibilizar para estas temáticas, através da dinamização de ações junto da comunidade escolar, grupos vulneráveis e população em geral”.

Desta forma, o município diz que procura “dinamizar uma estratégia com impacto social positivo para toda a comunidade, especialmente junto dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente as pessoas idosas que se encontram isoladas, e prestar uma cooperação mútua de proteção e apoio aos cidadãos, identificando e referenciando situações de violência”.