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Às 6h30 desta quarta-feira já estavam cerca de 60 pessoas à espera para realizarem os tratamentos oncológicos no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC). Uma hora depois, a fila já teria cerca de 90, todas na rua, explicou um dos doentes ao Observador. Segundo fonte oficial do hospital, a sala de espera, com 36 lugares, só abre às 7 horas e os serviços só começam a funcionar uma hora depois disso.

Miriam Brice, presidente da associação “Careca Power” de apoio a doentes oncológicos e cuidadores, disse que teve conhecimento da situação, mas que a meio da manhã as marcações fluíam normalmente. O que a denúncia recebida pelo Observador reportava “poderia ser num horário muito cedo em que as instalações não estavam ainda abertas”. E acrescentou: “Não faz jus à realidade”.

Foi isso mesmo que confirmaram as doentes ouvidas por Tamára Milagre, presidente da associação Evita. A informação que lhe deram foi que as pessoas chegaram muito cedo, umas porque não tinham outra forma de se deslocar até ao hospital, outras porque tinham esperança de se conseguir despachar mais cedo. Mas os tratamentos e análises têm todos hora marcada e os doentes só entram no hospital no máximo 30 minutos antes da hora da marcação, confirmou fonte oficial do hospital. É assim em Coimbra e nos outros hospitais do país, para a oncologia e para as outras especialidades, como resultado da reorganização dos serviços por causa da pandemia de SARS-CoV-2.

Doentes oncológicos aguardam fora da sala de espera no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, conforme relatado por um doente ao Observador

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