Quando falamos de sismos em Portugal, a memória coletiva remete-nos para uma data: 1 de novembro de 1755. Apesar do famoso terramoto — que abalou principalmente Lisboa, mas também a zona algarvia — se assumir como o mais intenso e devastador registado em território nacional, os sismos têm acontecido de forma mais frequente nos últimos anos. Estar protegido contra as consequências que este fenómeno pode trazer é uma forma inteligente de poder continuar a vida depois do susto, precavendo eventuais prejuízos. Além de se saber como agir nestas situações, ter um Seguro Casa que cubra estas despesas é uma das soluções.

Portugal e os sismos

Uma observação mais atenta ao registo dos maiores terramotos vividos em Portugal permite-nos verificar que o facto de o território português se situar em plena placa litosférica euroasiática, em particular entre duas placas tectónicas — EuroAsiática e Africana —, eleva o risco de a terra abanar, em especial no litoral.

O primeiro registo sísmico em Portugal faz-nos recuar até 60 a.C., acompanhado de um grande tsunami que afetou as costas nacional e da Galiza, seguido do terramoto de 1356, que provocou grandes estragos na capital portuguesa. Mais tarde, e cerca de um século após o terramoto de 1755, Setúbal sentiu em 1858 um sismo que deixou a zona sob um efeito devastador. Já em pleno século XX, o terramoto de 1969, sentido na zona de Lisboa, e o abalo de terra que destruiu parte de Angra do Heroísmo, no primeiro dia de 1980, são os episódios mais graves. Mais recentemente, principalmente na segunda década do século XXI, tanto a zona da capital portuguesa como parte da região do Vale do Tejo e Alentejo têm sentido a terra a tremer.

Proteção e prevenção

Diz a sabedoria popular que o “seguro morreu de velho”, e, apesar de as autoridades nacionais assegurarem que existe tecnologia suficiente em Portugal para minimizar o risco sísmico, também se sabe que, segundo as estatísticas mais recentes, apenas 15 por cento das seis milhões de habitações nacionais está protegido por um seguro que protege tanto a casa como os seus bens.

Por isso, é essencial que todos tenhamos consciência da importância de interiorizar e seguir um conjunto de estratégias e regras de prevenção, em particular se se residir nas zonas onde o risco de a terra abanar é maior (ver infografia Zonas de maior risco sísmico em Portugal).

Infografia: Carlos Rocha

Assim, o primeiro passo é informar-se sobre as causas e efeitos de um possível sismo na sua área de residência. Além disso, organize a sua casa caso tenha de enfrentar um desses fenómenos, tendo o cuidado de deixar corredores e zonas de passagem livres de objetos para facilitar a circulação, e colocar objetos pesados ou volumosos no chão ou nas prateleiras mais baixas. E não se esqueça de fixar estantes, vasos e floreiras à parede.

3 passos essenciais para quando “A Terra Treme”

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A pensar no auxílio da população, a Autoridade Nacional de Proteção Civil criou um exercício anual, com o nome A Terra Treme. O intuito é alertar e sensibilizar a população sobre como agir antes, durante e depois de um sismo.

Fixe estes 3 passos que lhe podem salvar a vida:

  1. Baixar, logo que sinta a terra a tremer;
  2. Proteger, procurando uma zona segura, como uma mesa ou as ombreiras das portas;
  3. Aguardar, até que a terra pare de tremer.

A par disso, certifique-se que todos os elementos da família sabem desligar eletricidade, água e gás, e que os números de emergência façam parte da lista de contactos do telemóvel.

Também com o apoio de toda a família, crie um kit de salvação composto por lanterna e rádio (e pilhas para ambos), extintor e estojo de primeiros socorros, nunca esquecendo de uma reserva de água em recipientes de plástico, e alimentos enlatados para três dias. No site A Terra Treme, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, encontra toda as informações que precisa sobre como agir perante um sismo.

Proteja-se, se a terra abanar

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O respeito por algumas normas simples pode ser determinante para evitar ou reduzir acidentes pessoais e danos materiais resultantes de um sismo. Para isso, deve seguir algumas estratégias, tanto durante como após a ocorrência.

Durante

  • Mantenha a calma e dirija-se para um local seguro;
  • Se estiver em casa ou num qualquer edifício, afaste-se de janelas, espelhos, chaminés ou objetos que possam cair, e mantenha-se no mesmo local até o sismo terminar. Nunca procure escadas ou recorra a elevadores;
  • Ajoelhe-se e proteja a cabeça e os olhos com as mãos, de preferência em vãos de portas e junto a paredes-mestras, cantos das salas, debaixo de mesas, camas ou outras superfícies resistentes;
  • Se estiver na rua, afaste-se de ladeiras, muros, chaminés e varandas, e tente dirigir-se a um local aberto, longe do mar ou cursos de água;
  • Se for a conduzir, pare o veículo longe de edifícios, muros, encostas, postes e cabos de alta tensão, e permaneça dentro dele.

Depois

  • Mantenha a calma, mas conte com eventuais réplicas;
  • Veja se a sua casa sofreu danos graves e saia para a rua, pelas escadas e nunca pelo elevador, se não se sentir seguro;
  • Caso se sinta seguro em casa, corte imediatamente eletricidade, água e gás;
  • Limpe produtos inflamáveis que tenham sido derramados, como álcool ou tintas, evite passar por locais onde haja fios soltos, e não mexa em vidros partidos, cabos de eletricidade ou objetos metálicos que estejam em contacto com fios elétricos;
  • Em caso de pequenos incêndios, use o extintor;
  • Não fume ou acenda fósforos e isqueiros pois pode haver uma fuga de gás, e use a lanterna para melhor visibilidade;
  • Utilize o telefone apenas em caso de emergência, ligando o 112, para informar sobre a existência de feridos graves, fugas de gás, incêndios que não possa controlar ou risco de inundação ou derrocada;
  • Se estiver na rua, não vá para casa e afaste-se das praias, pois pode ocorrer um tsunami após um sismo;
  • Se tiver animais domésticos, solte-os;
  • Assim que possível, contacte o seu mediador de seguros Tranquilidade.

Aliado sempre presente

Além de todos os cuidados referidos anteriormente, e para precaver eventuais prejuízos, outra das formas de se proteger se a terra abanar é através do Seguro Casa da Tranquilidade, incluindo o módulo facultativo Fenómenos Sísmicos.

Ao fazê-lo, além de se sentir mais seguro, vai proteger a sua casa e os seus bens face a danos que surjam, não só devido a tremores de terra, como também de maremotos, fogos subterrâneos ou ainda incêndios resultantes de qualquer um desses fenómenos, sendo que, para alguns bancos, esta cobertura é exigida para aprovar um crédito à habitação.

Aliás, falamos de uma cobertura com um âmbito bastante amplo que cobre, dependendo do contratado, danos nas paredes da habitação, assim como do telhado ou até da queda do edifício. Os eventuais danos no recheio, seja em móveis, quadros ou eletrodomésticos, entre outros bens, também ficam salvaguardados.

Lembre-se sempre que, apesar de pouco frequentes, os sismos são uma possibilidade, principalmente se residir numa das zonas que se encontram sobre uma falha sísmica. Depende de cada um de nós defender e proteger, atempadamente, os nossos bens ao escolher como aliado uma seguradora que pensa em todos os pormenores.

Saiba mais em
https://observador.pt/seccao/observador-lab/poupe-quando-proteger/