O Sindicato Livre dos Pescadores, Marítimos e Profissionais Afins dos Açores defendeu esta quarta-feira a ativação automática do Fundopesca (destinado a compensar os pescadores), devido às condições do estado do mar e à pandemia da Covid-19.

Em comunicado de imprensa, o sindicato assinala que, “no âmbito da pandemia” e das “condições de mau tempo das últimas semanas”, que obrigaram à “paragem temporária de embarcações”, justifica-se a “ativação automática do Fundopesca”.

O Fundopesca foi criado em 2002 pelo Governo Regional com o objetivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores dos Açores em determinadas situações que os impeçam de exercer a sua atividade.

O sindicato defende que as condições necessárias para ativar o Fundopesca encaixam-se “perfeitamente na situação” atual, em que os pescadores estão “extremamente condicionados e cujos rendimentos são cada vez mais baixos”.

O Sindicato Livre dos Pescadores, Marítimos e Profissionais Afins assinala ser “urgente” a alteração do conselho administrativo da Fundopesca, devido à “mudança de Governo dos Açores”, ocorrida em 24 de novembro, com a tomada de posse de José Manuel Bolieiro, do PSD, como novo presidente do executivo açoriano.

É preciso mais investimento na pesca, no setor e nos pescadores. Fazer desta profissão algo muito digno, sem mais discriminações ou estigmas, na qual seja aprazível exercê-la”, lê-se no comunicado de imprensa.

O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) emitiu na terça-feira um aviso amarelo para o grupo oriental dos Açores, que compreende as ilhas de São Miguel e Santa Maria, devido ao vento que se faz sentir.

Durante o fim de semana, o mau tempo que se registou nos Açores já originou nove ocorrências, principalmente nas ilhas de São Miguel e Terceira, na sua maioria quedas de árvores, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.