O estado brasileiro do Rio de Janeiro passará a celebrar anualmente um segundo carnaval em julho, segundo uma medida publicada esta quarta-feira em Diário Oficial e que visa estimular o “turismo” e a “economia” na região.

Denominado “CarnaRio — Carnaval fora de época”, o projeto foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionado pelo governador interino, Cláudio Castro, que determinou a inclusão do evento no calendário oficial estadual.

O CarnaRio tem por finalidade estimulação do turismo, lazer e, principalmente, o aquecimento da economia com a criação de postos de emprego e venda de produtos e serviços. A organização das comemorações relativas à data deverá contar com a participação das ligas, agremiações e blocos carnavalescos, e ainda da Secretaria de Estado responsável pela pasta da Cultura”, diz a decisão publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro.

A iniciativa está programada para acontecer todos os anos, na segunda quinzena de julho.

A segunda quinzena de julho coincide com férias escolares praticamente em todo o país, atraindo a chegada de turistas. Outra vantagem da criação deste evento é que muitos estados no nosso país possuem os seus carnavais fora de época como atração turística”, justificou o autor do projeto, deputado estadual Dionísio Lins.

O projeto, que ganhou agora força de lei, não está diretamente relacionado com a pandemia da Covid-19, que fez os carnavais deste ano serem adiados ou cancelados em todo o país sul-americano. Em fevereiro, mês em que habitualmente se celebra o Carnaval, a festa não acontecerá em Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo, Salvador, Recife e Rio de Janeiro, cidades que ainda avaliam transferir a folia para outra datas.

No Brasil, a pandemia do novo coronavírus já fez cerca de 205 mil mortos e 8,2 milhões de infetados, o que o torna no terceiro país do mundo com mais infeções. A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.