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“Gatuna, gatuna, gatuna, gatuna!”. Quem se distraísse por alguns segundos poderia pensar que estava, de repente, num estádio futebol rodeado por adeptos carregados de testosterona e furiosos com uma decisão do árbitro — ou da árbitra, neste caso. Não era o caso. O campo era o Auditório Paço da Cultura, na Guarda, o artista era André Ventura, a adversária era Ana Gomes, a “expressão do pior” que a democracia já produziu e o remate pertencia ao líder do Chega. Os adeptos vibravam.

Tem sido sempre assim. Há poucas palavras mágicas que mexam tanto com os apoiantes de André Ventura como “Ana Gomes”. “José Sócrates”, como se percebeu esta quinta-feira, rivaliza. “Marisa Matias” não fica longe. “António Costa” e “Marcelo Rebelo de Sousa” fazem correr o sangue, mas não é a mesma coisa. “Ana Gomes” não. “Ana Gomes” é a flauta de Ventura. Sempre que o candidato do Chega pronuncia o nome da socialista os fiéis pulam, apupam, gritam, agitam-se, enraivecem-se.

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