O diretor nacional da PSP decretou esta quarta-feira a suspensão de férias naquela força policial, devido ao agravamento da crise pandémica, que exigiu “um esforço acrescido por parte de todos os profissionais”, lê-se no despacho.

O plano de continuidade e reforço da capacidade operacional prevê a adoção de medidas que mantenham e incrementem a capacidade operacional na fiscalização das restrições impostas pelo estado de exceção. A primeira medida passa pela “impossibilidade imediata de iniciar o gozo de férias por parte de todo pessoal”, com exceção das “situações a autorizar” pelo Diretor Nacional Adjunto para a unidade orgânica de Recursos Humanos.

Como o Governo definiu, vai haver um reforço da fiscalização no cumprimento das restrições impostas pelo Estado de Emergência: “Vai ser dada prioridade, utilizando o emprego de todas as valências da PSP, à ação fiscalizadora”, relata a PSP. Para isso, vão ser constituídas “duas ou três equipas fixas distintas, que alternam entre si a prestação do serviço de reforço operacional, de forma a aumentar a visibilidade policial e o incremento da fiscalização das restrições em vigor”. 

Cada período de reforço operacional será desempenhado em período diurno, durante o período de referência de uma semana […] abrangendo dias úteis, sábados, domingos, feriados e dias em que seja concedida tolerância de ponto”, lê-se no documento.

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Fica ainda proibida a permanência de pessoal nas instalações policiais, exceto por motivos de serviço ou pernoita, assim como a realização de comemorações em instalações da PSP ou participação em eventos externos. Além disso, algumas ações de formação presencial também serão suspensas por determinação de Magina da Silva, assim como serão encerrados equipamentos destinados à prática de exercício físico.

Alguns polícias “na situação de pré-aposentação” poderão ser contactados pelas unidades de polícia, havendo a possibilidade de serem “mobilizados para a prestação de serviço efetivo”.