Empate, empate, derrota, empate, vitória, empate. Em seis jornadas, e num total de 18 pontos, o Benfica ganhou apenas sete, tendo deixado outros dois na visita a Moreira de Cónegos e mais uma vez com o ponto comum de ter voltado a começar o encontro na frente mas sem conseguir segurar a vantagem mínima. Contas feitas, e com os 11 pontos perdidos nas derradeiras rondas, os encarnados contam apenas com 38 no final da 19.ª jornada, naquela que é a pior pontuação da equipa desde 2008/09, a época que antecedeu a chegada de Jorge Jesus à Luz.

Taarabt, um bispo com duas torres sem rei nem roque (a crónica do Moreirense-Benfica)

Desta forma, o Benfica desceu à quarta posição, a dois pontos do Sp. Braga, a três do FC Porto e, à condição, a dez do Sporting, líder que recebe esta segunda-feira a sensação P. Ferreira em Alvalade. Certo é que, quando faltam 15 rondas para o final do Campeonato, os encarnados ficarão sempre com a desvantagem de pelo menos dez pontos em relação aos rivais lisboetas, algo que acontecera apenas uma vez na história da prova. Mais do que isso, nunca o conjunto encarnado conseguiu recuperar de um atraso tão grande como aquele que tem agora.

No final, e entre mais um jogo em que os encarnados ficaram a reclamar pelo menos uma grande penalidade na segunda parte (de Rosic sobre Vertonghen, depois da jogada entre Filipe Soares e Weigl), Jorge Jesus relativizou a questão da arbitragem dizendo que já não existe forma de voltar atrás e analisou o encontro à luz da qualidade coletiva apresentadas e dos erros individuais que voltaram a penalizar as águias, neste caso o penálti de Grimaldo sobre Wanderson, tendo ainda deixado uma “farpa” a Vlachodimos, que esta noite foi suplente.

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“Voltámos a fazer um bom jogo, criámos várias situações mas sofremos num penálti, em mais uma situação fácil. Estamos a sofrer golos em situações individuais muito fáceis de controlar. Isso depois tem influência. Estávamos nos 40 e tal minutos da primeira parte, nada justificava até então o adversário ter uma oportunidade golo e nós é que a criámos isso com o penálti… Na segunda parte fizemos o que nos competia, a equipa teve qualidade de jogo e tentou por todo o lado entrar contra uma estrutura sempre com cinco jogadores que dificultou. Era importante continuar na senda das vitórias, pois fizemos um jogo interessante ofensivamente, que poderia ter mais que um golo, mas pusemo-nos a jeito numa situação fácil”, comentou na flash interview da Sport TV.

“Ofensivamente senti que tinha dois pontas de lança e não poderia tirar nenhum, pois ambos estavam a fazer um jogo agradável. Fui à procura de jogadores mais frescos, com o Pedrinho e o Waldschmidt, e o Luca tem duas grandes jogadas. Senti que não podia arriscar mais, tirei um médio defensivo e taticamente saí com a convicção de que fiz tudo para que a equipa fosse cada vez mais ofensiva mas mesmo assim não conseguimos fazer o segundo golo. Tivemos momentos de qualidade mas não podemos sofrer golos destes”, completou Jesus.

“Arbitragem? O Benfica tem sido prejudicado mas não quero falar da arbitragem. Se não falei até agora, também não vou falar. É verdade que o Benfica já está na segunda volta e ainda não teve uma grande penalidade a favor mas não é por causa disso que não ganhou. Claro que houve lances para que isso pudesse acontecer e que nos punha, se calhar, numa situação mais vantajosa, mas tirando isso o Benfica tinha de sair daqui com uma vitória. Penáltis? Isto já não anda para trás mas já sei a opinião dos comentadores de arbitragem deste jogo, falam de um penálti sobre o Vertonghen. Mas isto, já não volta atrás, o árbitro já não vai marcar penálti”, salientou na conferência de imprensa, admitindo que ia lançar Cervi mas que entretanto perdeu noção do tempo que havia de jogo.

“O Helton fez um bom jogo com o Estoril, achei que lhe devia dar continuidade ao jogo. A equipa também sofreu alguns golos sem ser com o Helton, em situações fáceis, de poder ter feito melhor. Por isso, temos de ir à procura de outras alternativas, mudar alguns jogadores. Em relação ao ultimo jogo, entraram três jogadores novos, o Seferovic, o Adel [Taarabt] e o Julian [Weigl]. E estiveram bem, foram importantes”, concluiu.