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Fechadas desde janeiro, as escolas portuguesas estavam a servir, na última semana de fevereiro, uma média de 45 mil refeições diárias — antes do segundo confinamento eram 115 mil, o que significa que cerca de 40% dos alunos, mesmo sem aulas, continuam neste momento a contar com as cantinas para se alimentarem.

Ao Público, que avança esta quarta-feira a notícia, Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, explicou que são cada vez mais as famílias com “seríssimos problemas” graças à pandemia. Na primeira semana de abril de 2020, estava o primeiro confinamento em vigor, as escolas serviram uma média de 10 mil refeições/dia. Na altura, só os alunos com o escalão A da Ação Social Escolar podiam receber este apoio, que foi agora alargado aos alunos com escalão B, bem como a todos os que estejam a ter aulas presenciais.

Ainda de acordo com o jornal, este é outro número que também tem vindo a aumentar: depois de na primeira semana de ensino à distância terem ido às escolas de acolhimento 12.500 alunos, na última semana de fevereiro foram 18 mil os alunos a ter aulas de forma presencial. Para além de estar a aumentar a frequência dos alunos com necessidades educativas especiais (na primeira semana iam cerca de 2.300 por dia, na semana passada já eram cerca de cinco mil), são também cada vez mais os alunos que as escolas consideram não se adaptar ao sistema de ensino à distância (por não terem acesso à Internet, por exemplo) ou que estão em situação de risco de abandono.

Apesar de serem 700 as escolas de referência indicadas pelo Ministério da Educação para receber estes alunos, há neste momento cerca de 1.500 estabelecimentos de portas abertas e a funcionar com aulas presenciais. Para agilizar o trabalho com os alunos com necessidades educativas especiais ou para facilitar os transportes e deslocações, vários agrupamentos escolares terão achado por bem abrir outras escolas, para além das respetivas sedes.

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