Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Segway surpreendeu o mercado em 2001 com o seu veículo eléctrico com duas rodas paralelas, que recorria a giroscópios e acelerómetros para se equilibrar e deslocar-se consoante a deslocação do peso do utilizador. Hoje, propriedade dos chineses da Xiaomi, prepara-se para voltar a deixar a concorrência boquiaberta ao conceber uma moto eléctrica que produz a energia de que necessita a bordo.

Denominado Apex H2, o novo veículo começa por surpreender pela estética moderna, a roçar o futurista. As suspensões são monobraço à frente e atrás, com a dianteira a recorrer a uma solução que faz lembrar a Yamaha GTS 1000. Não é evidente onde a Segway aloja o motor eléctrico de 60 kW, cerca de 82 cv, mas deverá estar inserido no quadro, pois na roda posterior limita o comportamento.

Mas a parte mais interessante da Apex H2 é a forma como arranja a energia para alimentar o motor. Em vez de recorrer a baterias para armazenar energia, como as restantes motos eléctricas, a Segway monta uma pequena fuel cell a hidrogénio, que produz a energia de que necessita. É claro que necessita igualmente de um acumulador, mas será muito pequeno, cerca de 1/10, apenas para permitir circular uns segundos até a célula de combustível a hidrogénio começar a produzir electricidade.

Para recarregar, a Segway concebeu um sistema que não se alimenta a partir de um posto de combustível, que forneça H2, mas sim de umas botijas recarregáveis. De acordo com o fabricante, a Apex H2 será capaz de atingir 150 km/h e alcançar os 100 km/h ao fim de 4 segundos, com um consumo de apenas 1g de H2 por quilómetro, o que significa que a botija não terá de ser muito grande para garantir uma autonomia comparável às motos desportivas a gasolina.

A Segway prevê o lançamento da Apex H2 em 2023 e dentro de dois anos espera conseguir vender o modelo por cerca de 9000€. Isto significa ter igualmente pronta uma mini-fuel cell capaz de alimentar o motor.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR