O Conselho de Segurança da ONU adotou esta terça-feira por unanimidade uma resolução que apela à preservação das instalações civis nos conflitos, permitindo o acesso à água, alimentação e cuidados de saúde, e a sobrevivência das populações durante os combates.

Redigida pelo Vietname, presidente em exercício do Conselho em abril, o texto “condena firmemente” os ataques contra “os elementos indispensáveis à sobrevivência” das populações. Também “condena firmemente o recurso à fome como arma de guerra” e ainda as restrições no acesso a uma ajuda humanitária no decurso dos conflitos.

Do Iémen à Síria, do Tigre, na Etiópia, ao Sudão do Sul, na Ucrânia ou na Nigéria, os exemplos abundam neste domínio, recordou Mark Lowcock, secretário-geral adjunto da ONU para os assuntos humanitários, no decurso de uma sessão virtual do Conselho de Segurança organizada a nível ministerial.

Qualquer ataque contra os abastecimentos alimentares e as infraestruturas alimentares é inaceitável“, sublinhou o responsável da ONU, ao assinalar que uma simples alteração do fornecimento de água no decurso de um conflito poderá originar “enormes consequências”.

Na perspetiva de Peter Maurer, presidente do Comité internacional da Cruz Vermelha, “não existe água potável suficiente para beber, eletricidade para as casas e para os serviços de saúde que tratam dos feridos e dos doentes“.

“Exortamos à adoção de medidas”, ao respeito pelo direito internacional humanitário, “para que sejam protegidos os serviços de saúde e instalações relacionadas, no domínio da água, da higiene e da eletricidade”, declarou.

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