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A farmacêutica AstraZeneca está a planear dar a Pascal Soriot, o presidente-executivo da companhia, um limite mais elevado para os prémios que o gestor poderá receber a longo prazo, na forma de ações da empresa, mas também aumentar o valor em bónus anuais máximos. Os planos estão a ser considerados “obscenos” por três consultoras de investimento, que recomendam aos acionistas da farmacêutica que façam o que estiver ao seu alcance para chumbar estes planos, votando contra na assembleia-geral de acionistas em que o tema irá a discussão.

O plano prevê, segundo o The Guardian, que aumente de 550% para 650% o máximo de valor em ações que Soriot poderá receber, num plano de remuneração de longo prazo, uma percentagem calculada a partir do salário-base anual do executivo que é de 1,3 milhões de libras, o equivalente a 1,5 milhões de euros ao câmbio atual.

Porém, além desse aumento de 550% para 650%, a AstraZeneca também está a propor aumentar o limite máximo anual de prémios de 200% do salário anual para 250% – pressupondo a obtenção de um dado conjunto de objetivos.

As consultoras Pirc, Glass Lewis e Institutional Shareholder Services (ISS) emitiram notas aos seus clientes para que estes, caso sejam acionistas da AstraZeneca, usem os seus direitos de voto para bloquear este plano de aumento dos bónus. E Neville White, um consultor de investimentos da EdenTree Investment Management (e, ele próprio, acionista da AstraZeneca) considerou os planos “obscenos”, assegurando que irá votar contra.

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