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Do céu ao inferno, numa autêntico carrossel de estados e emoções, até a um novo regresso ao céu apenas oito anos depois: com uma vantagem de 3-0 na primeira mão do playoff de acesso à Primeira Liga, o Arouca voltou a vencer o Rio Ave em Vila do Conde por 2-0 com golos de Arsénio e Sema Velázquez e selou da melhor forma o regresso à Primeira Liga apenas quatro épocas depois, num caminho com tanto de sinuoso como de meritório.

Treinador Miguel Cardoso despedido do Rio Ave

Após ter feito a estreia no primeiro escalão na época de 2013/14, terminando na 12.ª posição, o Arouca enfrentou uma temporada muito complicada em 2014/15 onde conseguiu manter-se ficando no 16.ª lugar mas teve logo a seguir o melhor ano da sua história, acabando em quinto e conseguindo um inédito apuramento para a Europa além de ter chegado aos quartos da Taça de Portugal. Aí estava no topo, um ano depois começou a queda.

Em 2016/17, o Arouca passou os holandeses do Heracles na terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa e caiu apenas no playoff frente aos gregos do Olympiacos no prolongamento. No Campeonato as coisas correram de forma quase oposta e a equipa não evitou o 17.º lugar e consequente despromoção, que após um sexto lugar na Segunda Liga levaria a nova queda no Campeonato de Portugal em 2019. Esse era o ponto mais baixo antes de uma subida também a pique: beneficiando da paragem das provas em 2019/20, a equipa subiu à Segunda Liga e agora, após terminar o Campeonato na terceira posição, carimbou nova subida no playoff.

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Do lado vila-condense, o Rio Ave, que durante a semana despediu Miguel Cardoso e colocou a decisão da segunda mãos no técnico interino Gama, foi a maior desilusão da temporada, partindo para 2020/21 até com ambições de procurar um lugar europeu depois da participação no playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa onde só perdeu nas grandes penalidades com o AC Milan, ficando no 16.º lugar do Campeonato antes de sofrer duas derrotas no playoff frente aos arouquenses orientados pelo técnico Armando Evangelista.

De acrescentar que o clube ainda é liderado por Carlos Pinho, presidente que voltou a sentar-se no banco de suplentes como delegado ao jogo. Joel Pinho, o filho, mantém-se também como diretor desportivo do clube.