A coleção literária Penguin Classics (em português “Clássicos”) vai estrear-se em Portugal, no dia 24 de agosto, com sete títulos, incluindo a primeira publicação nacional de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, anunciou a editora.

Quando se assinalam os 75 anos da coleção no Reino Unido, chegam a Portugal os primeiros títulos, que juntam “autores fundamentais portugueses e estrangeiros, em géneros diversificados, havendo espaço tanto para títulos muito conhecidos dos leitores como para obras inéditas”.

“Lançar a coleção Penguin Clássicos em Portugal é um sonho antigo, desde que em 2014 entrámos no universo Penguin Random House. É uma coleção que teve na sua génese uma ideia revolucionária — a de democratizar a leitura e o acesso às incontestáveis obras universais, derrubando a ideia de que os grandes livros estão reservados a uma elite intelectual”, afirmou, citada em comunicado, a diretora editorial da Penguin Random House em Portugal, Clara Capitão.

Assim, entre os primeiros sete livros a serem publicadas nesta coleção em Portugal encontra-se Triste Fim de Policarpo Quaresma, do brasileiro Lima Barreto (1881-1922), com introdução de Lilia Schwarcz e prefácio de Clara Rowland.

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Como escreveu o jornal brasileiro Folha de São Paulo quando o editou, na sua coleção de “Grandes Escritores”, Triste Fim de Policarpo Quaresma “é uma crítica virulenta aos costumes da pequena burguesia, aos burocratas empedernidos, à hipocrisia da ideologia oficial e à oligarquia que se sagrou no poder durante a República Velha”.

Os demais títulos inaugurais da coleção em Portugal incluem Um Quarto Só Seu, de Virginia Woolf, com prefácio de Ana Luísa Amaral, A Quinta dos Animais, de George Orwell, Os Maias, de Eça de Queirós, com prefácio de Carlos Reis, A Metamorfose, de Franz Kafka, prefaciado por Gonçalo Vilas-Boas, O Livro de Cesário Verde e Outros Poemas, com prefácio de Paula Mourão, e Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, de Rosseau, com prefácio de Francisco Louçã.