Manhã abafada em Alvalade, Lisboa. Duas horas de passeio, muitos quilómetros feitos ora em círculo, ora avenida abaixo, avenida acima, alguma dose de improviso, cerca de 25 apoiantes, as inevitáveis bandeirinhas e t-shirts de campanha.

Primeiro dia oficial de campanha em Lisboa, primeira mini-arruada da Iniciativa Liberal. Líder do partido presente, candidato propriamente dito nem por isso. Na ausência do rosto do partido em Lisboa, Bruno Horta Soares, coube a João Cotrim Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal, assumir as despesas da casa num dos palcos de combate eleitoral mais importantes para o partido. Principais alvos deste primeiro embate: o “autocrata” Medina, naturalmente, mas, e sobretudo, Moedas.

JOSÉ FERNANDES/OBSERVADOR

A IL sabe que uma excessiva bipolarização da corrida autárquica pode hipotecar as hipóteses do partido de eleger o primeiro vereador em Lisboa e vai fazer de tudo para furar essa narrativa. Depois de ter dado uma nega pública a Carlos Moedas, depois do piscodrama em torno da desistência do primeiro candidato, depois das sondagens que sugerem uma aproximação de Moedas a Medina, Cotrim Figueiredo mantém a confiança inabalável na escolha que o partido fez: teria sido um erro juntar-se a uma grande coligação de direita para tentar derrotar Medina.

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