“Para ser clara, culpo Larry Nassar, mas também culpo todo um sistema que permitiu e perpetuou os abusos”. A frase é da super campeã de ginástica Simone Biles, que é também uma das vítimas do ex-médico da seleção de ginástica dos EUA que vai passar o resto da vida na prisão por abusar de centenas de raparigas e meninas durante e sob o pretexto de tratamentos médicos. Esta quarta-feira, a multimedalhada e uma das maiores figuras do desporto do país, acompanhada por mais três antigas ginastas olímpicas vítimas do mesmo Nassar, compareceu perante um comité do Senado norte-americano. Mas com o criminoso e abusador detido para sempre, desta vez a audiência prendia-se com a inação do FBI durante o processo, perante as primeiras queixas e a negligência da autoridade federal para com as tais centenas de raparigas e meninas, permitindo a Nassar continuar com os abusos.

Simone Biles, Aly Raisman, McKayla Maroney  e Maggie Nichols apareceram assim perante um comité judicial do Senado para reviver tudo de forma emocionante e até, segundo os relatos da imprensa norte-americana, traumática, com algumas das ginastas a mostrarem-se visivelmente incomodadas com o facto de terem de voltar a falar sobre o assunto que continuam a descrever como um pesadelo. Contudo, estavam ali para denunciar quem não as ajudou – a elas e a centenas –, quem tinha a obrigação de ajudar e soube demasiado cedo das coisas, considerando o tempo que demorou o escândalo a tornar-se público. Os testemunhos apresentados pelas quatro jovens foram duros, crus, provavelmente necessários.

Ainda o caso Larry Nassar, mas desta vez os erros do FBI: Simone Biles e mais três ginastas vão depor no Senado

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