A Ant Group, tecnológica financeira do grupo chinês Alibaba, anunciou, esta quarta-feira, que as informações relativas ao crédito dos utilizadores, do seu serviço de pagamento às prestações Huabei, vão ser integradas no sistema do banco central da China.

A imprensa chinesa informou anteriormente que muitos dos utilizadores do serviço de pagamento receberam um aviso através da aplicação móvel, instando-os a aceitar os novos termos de utilizador, que incluem partilhar as suas informações de crédito com o Banco Popular da China (banco central). Se o utilizador rejeitar os novos termos, fica interdito de usar o serviço Huabei.

As novas condições preocupam vários consumidores, que temem que, a partir de agora, o seu histórico de crédito no Huabei possa prejudicá-los, ao pedirem empréstimos no sistema bancário tradicional.

O comunicado da Ant pretendeu tranquilizar os utilizadores: “O uso normal do Huabei e a manutenção de bons hábitos de consumo não causarão dificuldades na solicitação de outros empréstimos”.

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Bian Yongzu, pesquisador da Universidade Tsinghua, explicou em declarações ao jornal de notícias económicas Jinrong Yixian que “um sistema de crédito mais completo, preciso e detalhado também favorece a prevenção de riscos financeiros, por ser a infraestrutura financeira básica do país”.

O setor digital floresceu rapidamente na China, em parte devido à falta de regulação, ou da aplicação dos regulamentos existentes, algo que mudou, nos últimos meses.

Pequim expandiu o seu escrutínio regulatório no setor de tecnologia e passou a punir praticas monopolistas e a acumulação indevida de dados.

Em abril passado, o grupo Alibaba recebeu uma multa de 18,2 mil milhões de yuans (2,375 milhões de euros), a maior multa por práticas monopolistas na história do país.