“Tiger King” foi a série documental que conseguiu a proeza de tomar conta do mundo numa altura em o mundo tinha sido tomado por uma pandemia. Isto bastaria para figurar na história. Mas acrescente-se tudo o que fez da produção um momento único na história recente da televisão, ou melhor, do streaming: a história, real; as personagens, reais; as consequências — isso mesmo, reais. Pois bem, a 17 de novembro a Netflix vai lançar “Tiger King 2”, porque a receita é demasiada popular para deixar cair e porque, aparentemente, há mais história para contar.

[o teaser de “Tiger King 2”:]

“Tiger King” conta a história de Joe Exotic, a personagem demasiado improvável para ser inventada por um argumentista dedicado à ficção, apenas a realidade imprevisível do mundo a poderia ter criado. Um apaixonado por animais selvagens que criou a sua espécie particular de jardim zoológico/resort safari de terceira categoria (escolher a expressão mais adequada, dependendo do dia ou do episódio) e que, entre histórias de relações abusivas, traumas e demasiada proximidade com estupefacientes, acaba por ser preso, condenado por conspirar contra a vida de Carole Baskin, rival de Joe no campeonato do ativismo animal de características no mínimo pouco ortodoxas.

“Tiger King”: sexo, drogas e tigres num documentário impossível mas verdadeiro

Joe Exotic cumpre agora uma pena de 22 anos de prisão, e é ao telefone, a partir da prisão, que o vemos ao telefone, no curto teaser que a Netflix revelou há poucos dias a propósito do regresso de “Tiger King”. O mesmo breve anúncio mostra imagens de Exotic ainda em criança e a frase “we’ve only scratched the surface”, ou seja, “só arranhámos a superfície”.