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SPD vence com curta margem. O novo Parlamento alemão e as coligações possíveis

Sociais-democratas conquistam maior número de deputados no Bundestag, mas ficam muito aquém de maioria absoluta. Veja os resultados da eleição e as possíveis coligações governativas.

Bundestag Election - Election Party SPD
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dpa/picture alliance via Getty I

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Em atualização

Uma vantagem de menos de 2% é o que separa o SPD de Olaf Scholz da CDU de Armin Laschet. Os sociais-democratas venceram estas eleições legislativas na Alemanha, embora por uma margem mínima. Com a contagem de votos atrasada pelo elevado número de votos por correspondência (permitidos devido à pandemia de Covid-19), às 6h desta segunda-feira o SPD seguia à frente com 25,7% dos votos, seguido de perto pela CDU/CSU com 24,1%.

A manterem-se estes resultados, os Verdes ficam em terceiro lugar, com 14,8% dos votos. Mais abaixo surgem os liberais do FDP (11,5%) e o partido de extrema-direita AfD (10,3%). O Die Linke, de extrema-esquerda, ficou-se pelos 4,9%. E o Bundestag fica ainda completo com a estreia do SSW, um partido que representa a minoria dinamarquesa e frísia no país.

Em termos de número de mandatos, estas percentagens devem traduzir-se em 206 deputados sociais-democratas e 196 da CDU/CSU. Os Verdes aumentam a sua representação para os 118 deputados, seguidos dos 92 do FDP e dos 83 da AfD. O Die Linke deverá eleger 39 deputados, enquanto que o SSW terá um representante.

O número de deputados de cada força política será determinante para a formulação de uma coligação governativa futura. Matematicamente, há cinco soluções possíveis para alcançar uma maioria de 366 deputados no Bundestag, que nesta eleição aumentou a sua representação e conta agora com 735 lugares.

Se o SPD e a CDU quisessem, a soma dos seus deputados (402) bastaria para alcançar a maioria parlamentar. Ambos os líderes, contudo, deixaram claro que preferiam tentar outras soluções em vez de uma “Grande Coligação” com os principais partidos.

Nas possíveis coligações que envolvem três forças políticas ou mais, o SPD só tem uma hipótese se não quiser negociar com a CDU: chegar a acordo sozinho com os Verdes e o FDP, através da chamada coligação “Semáforo”, que reuniria 416 deputados. Se não chegar a entendimento com algum destes partidos, há outras duas soluções em cima da mesa: a coligação “Quénia” (SPD, CDU e Verdes) ou a coligação “Alemanha” (SPD, CDU e FDP). A primeira seria a maioria mais reforçada de todas, ao reunir o apoio de 520 deputados; a segunda contaria com 494 parlamentares.

Se o SPD falhar nas negociações, tal não significa uma ida direta a novas eleições. A CDU ainda tem uma hipótese e matematicamente tem uma opção que não envolve o SPD: a chamada coligação “Jamaica”, com os Verdes e os liberais. Tudo somado, seria uma maioria com 406 deputados.

Verdes e liberais vão decidir futuro governo alemão

Em análise aos resultados eleitorais, o economista Holger Schmieding, ligado ao banco Berenberg, diz que tudo irá depender dos verdes e dos liberais (FDP), “são estes dois partidos que vão decidir o futuro do próximo governo alemão”. Antecipam-se, agora, negociações “potencialmente longas” e, depois, “estes dois partidos ou irão associar-se a Olaf Scholz (SPD) ou com Armin Laschet (CDU/CSU), este segundo cenário um pouco menos provável”.

Para Holger Schmieding, apenas dois cenários são mais realistas: uma aliança “semáforo” do SPD com os Verdes e o FDP ou, em alternativa, uma coligação “Jamaica”, com os Verdes, o FDP e a CDU/CSU.

Não considerando provável uma aliança “mais esquerdista, evaporaram-se os riscos apontados antes das eleições – de que o novo governo pudesse trazer grandes aumentos de impostos, uma regulação mais densa e complexa, reversões de reformas feitas no passado e mecanismos de limitação das rendas”. Isso são “boas notícias para a Alemanha mas, também, para a Europa e, também, para a NATO”, porque os resultados eleitorais garantem, em princípio, que “a Alemanha continuará a ser um parceiro estável e confiável, além de uma âncora financeira sólida para a União Europeia e para o euro”.

Para já, o que parece mais provável é que uma solução não será encontrada tão cedo. Carsten Brzeski, economista-chefe global do banco holandês ING, diz que “agora vamos ter um período extremamente complexo e longo de conversas e, depois, negociações de coligação”.

“É um processo que vai demorar semanas ou, mesmo meses – aliás, se as negociações acabarem por ser mais difíceis do que se antecipa, talvez vejamos Angela Merkel aqui em Berlim até ao Natal”, atira o analista.

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