A Coreia do Norte testou um míssil antiaéreo “recentemente desenvolvido” na quinta-feira, horas antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança convocada por Washington, Paris e Londres sobre o seu lançamento anterior.

“A República Popular da Coreia do Norte testou um míssil antiaéreo recentemente desenvolvido a 30 de setembro”, disse esta sexta-feira a agência noticiosa KCNA da Coreia do Norte.

“O ‘notável desempenho de combate’ do míssil foi verificado, com a introdução de novas tecnologias”, disse a agência oficial. Uma foto do míssil foi publicada no jornal oficial Rodong Sinmun.

O novo lançamento parece ser uma provocação antes da reunião desta sexta-feira do Conselho de Segurança para discutir o anterior lançamento de mísseis de Pyongyang, que os norte-coreanos afirmam ser hipersónico.

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Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos na costa leste. Seul respondeu aos testes com outro míssil

A reunião de emergência deveria ter tido lugar na quinta-feira, mas foi adiada para esta sexta-feira na sequência de um pedido da China e da Rússia.

Em 2017, por iniciativa da administração de Donald Trump, o Conselho de Segurança tinha adotado pesadas sanções económicas contra Pyongyang após um teste nuclear e testes de mísseis.

Na segunda-feira, pouco depois de a Coreia do Norte ter disparado o míssil, descrito como hipersónico, o embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim Song, disse à Assembleia Geral anual da ONU que o seu país tinha o “direito legítimo” de testar armas e “reforçar (as suas) capacidades de defesa”.

Para o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, a Coreia do Norte promove a “instabilidade e insegurança”.