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Maria de Jesus Rendeiro afirmou durante o interrogatório como arguida no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que o seu marido João Rendeiro encontrou refúgio na África do Sul, revelou a RTP e confirmou o Observador. O ex-líder do Banco Privado Português encontra-se em fuga desde o passado mês de setembro e tem pendentes dois mandados de busca internacionais.

Contudo, fonte próxima da investigação garante ao Observador que o Ministério Público duvida veracidade da informação. Porquê? Porque apesar da procuradora do Ministério Público e da juíza de instrução criminal terem questionado Maria de Jesus Rendeiro sobre uma informação concreta, a mulher do ex-banqueiro nada revelou. Ou seja, limitou-se a indicar o nome da África do Sul, sem referir um nome de uma cidade, de uma morada concreta ou de um contacto telefónico que permitisse uma localização mais precisa do paradeiro de João Rendeiro.

A mesma fonte vai mais longe e até assegura que Maria Rendeiro tentou fazer criar a ideia de que estaria a colaborar com a Justiça quando, na realidade, a pista que deu até pode vir a revelar-se falsa.

Ao que o Observador apurou, a informação dada por Maria Rendeiro não teve peso na promoção da medida de coação do Ministério Público. Isto é, foi promovida a prisão domiciliária porque existe um perigo real de fuga mas, como se trata de um processo que tem origem num crime descaminho (um crime leve), a procuradora do MP terá entendido que era desproporcional a prisão preventiva.

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