Uma mulher de 61 anos diz ter sido burlada por Johnny Depp depois de ter enviado 208,4 mil reais (cerca de 40 mil euros) para uma pessoa que se fazia passar pelo ator norte-americano. A mulher de nacionalidade brasileira, residente no Estado de São Paulo, está agora a processar o Banco do Brasil com a justificação de que a instituição permitiu a abertura de uma conta usada para fins fraudulentos.

O jornal brasileiro UOL revela que a reformada começou a falar com “Johnny Depp” em 2020 através da rede social Instagram e que as conversas só foram interrompidas quando o filho da vítima começou a questioná-la sobre as transferências de elevadas quantias de dinheiro. Ao que indica a mulher — que em nenhum momento se identifica — as conversas começaram a ser sobre “assuntos do qoutidiano” mas escalaram quando o burlão contou “uma história triste de que precisava de dinheiro para o pagamento de condenações em processos” nos quais estaria envolvido.

A Justiça brasileira refere que durante todo o processo existiram promessas da conta falsificada de Depp para que a lesada saísse do Brasil para “morar com ele”. Entre outras situações, a mulher de 61 anos admitiu ter feito uma cirurgia plástica — por acreditar nas promessas românticas de que ia viver para Los Angeles — e vendido uma casa e um carro para enviar o dinheiro ao burlão.

Acusado de ter permitido abrir uma conta para fins fraudulentos por “falta de manutenção e fiscalização”, o Banco do Brasil descarta-se da culpa. Justifica que as operações foram realizadas “por livre e espontânea vontade”, negando qualquer envolvimento nas transações.

Os milhares de reais — transferidos de maneira faseada entre novembro e dezembro de 2020 — estavam a entrar numa conta bancária que o autor da falcatrua dizia ser de um “amigo brasileiro de seu advogado”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR