A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, reúne-se esta quinta-feira com os CEO das quatro maiores empresas de inteligência artificial (IA), enquanto a administração Biden prepara um pacote de medidas para garantir o desenvolvimento sem risco para a segurança das pessoas.

A administração democrata prevê anunciar um investimento de 140 milhões de dólares (cerca de 127 milhões de euros à taxa de câmbio atual) para estabelecer sete novos institutos de investigação de IA, refere a Associated Press (AP).

Além disso, aguarda-se que o departamento de gestão e orçamento da Casa Branca emita orientações nos próximos meses sobre como as agências federais podem usar ferramentas de IA.

Haverá também um compromisso independente dos principais responsáveis pelos desenvolvimentos de IA para participar numa avaliação pública dos seus sistemas em agosto, na convenção de “hackers” DEF CON em Las Vegas.

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Microsoft acaba com lista de espera e abre testes do Bing com inteligência artificial

A reunião de Kamala Harris com os presidentes executivos (CEO) da Alphabet (dona da Google), Microsoft, OpenAi (que desenvolveu o ChatGPT) e Anthropic tem como objetivo discutir os riscos do atual desenvolvimento dos modelos fundacionais de inteligência artificial.

A mensagem dos governantes para as empresas é que estas têm um papel a desempenhar na redução dos riscos para a segurança e direitos das pessoas e que podem trabalhar em conjunto com a Administração Biden.

Em abril, o Presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que a IA pode ajudar a lidar com doenças e mudanças climáticas, mas também pode prejudicar a segurança nacional e a economia de formas destabilizadoras.

O sucesso do “chatbot” do ChatGPT aumentou o debate sobre a IA e o papel do governo na tecnologia, isto porque este modelo de IA generativa pode gerar textos que se confundem como feitos por humanos e até imagens falsas, como também gerar informação falsa e plagiar, levantando preocupações éticas e sociais.

O ChatGPT, da OpenAI, lançado no final de 2022, impulsionou as empresas concorrentes a desenvolver projetos semelhantes em pouco tempo.

No início de fevereiro, foi noticiado que o motor de busca Bing, da Microsoft, iria incorporar a nova versão do ChatGPT, depois de em janeiro a tecnológica ter anunciado um investimento de “milhares de milhões” de dólares na OpenAI. Há quatro anos, em 2019, a Microsoft já tinha investido cerca de mil milhões de dólares na criadora do ChatGPT.

A OpenAI é um laboratório norte-americano de investigação na área da inteligência artificial, fundado em São Francisco, em 2015, por Sam Altman, Reid Hoffman, Jessica Livingston, Elon Musk, entre outros. Musk saiu da administração da tecnológica em 2018.

A Google lançou a 6 de fevereiro um novo “chatbot” chamado Bard, muito semelhante ao ChatGPT. Já a 16 de março, a Baidu, motor de busca de Internet apelidada de “Google chinesa”, apresentou o seu “chatbot” Ernie Bot, que aspira ser um forte rival do ChatGPT.

Inteligência Artificial

A 11 de abril, a divisão dedicada à computação em nuvem (“cloud”) da gigante de comércio eletrónico chinesa Alibaba apresentou o seu modelo de IA generativa, denominado Tongyi Qianwen (em mandarim, que significa algo como “a verdade, desde mil perguntas”, de acordo com a Efe).

Esta solução estará disponível para clientes empresariais e desenvolvedores e será integrado nas aplicações do ecossistema digital da Alibaba.