O Tribunal de Leiria aplicou prisão preventiva a quatro dos 11 detidos por tráfico de droga nos concelhos de Óbidos e Peniche, disse fonte da GNR, força policial que também deteve esta segunda-feira mais um suspeito.

Três homens e uma mulher vão aguardar julgamento em prisão preventiva nos estabelecimentos prisionais de Leiria e Tires, respetivamente, e os restantes oito, sete homens e uma mulher, ficaram sujeitos a apresentações diárias à entidade policial, depois de terem sido presentes ao juiz de Instrução Criminal, disse fonte da GNR à agência Lusa.

A mesma fonte adiantou que um outro homem, de 40 anos, foi detido esta segunda-feira por esta força policial, que deu cumprimento a um mandato de detenção, sendo presente a tribunal na terça-feira para apresentação das medidas de coação.

Uma investigação desenvolvida durante sete meses pelo Comando Territorial de Leiria, através do Destacamento Territorial de Caldas da Rainha, culminou na quarta-feira com a detenção de quatro mulheres e sete homens, com idades entre os 17 e os 56 anos. Foram ainda constituídos arguidos dois homens por tráfico de estupefacientes, anunciou a GNR na sexta-feira.

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A operação resultou de “uma investigação a um crime de furto em residência na área das Caldas da Rainha (no distrito de Leiria), em março deste ano, que levou a outra investigação por tráfico de estupefacientes“, disse à agência Lusa o comandante do destacamento, alferes João Marçal.

De acordo com este responsável, os suspeitos, na sua maioria do concelho de Peniche, também no distrito de Leiria, “eram recetadores de mercadorias furtadas” e atuavam no âmbito de “uma rede local de tráfico de estupefacientes”.

Em comunicado, a GNR informa ter dado cumprimento a 21 mandados de busca, 14 das quais domiciliárias, seis em veículos e uma num terreno, que, segundo o comandante, “era usado para armazenamento do material recetado”.

No âmbito da operação foram apreendidas 603 doses de heroína; 747 doses de cocaína; cinco veículos; diverso material eletrónico; uma balança de precisão; seis notas falsificadas; uma faca de abertura automática (proibida); duas munições; um moinho de crack; 1.184 euros em dinheiro e diverso material usado no acondicionamento do produto estupefaciente, pode ler-se no comunicado.