“É bom para o ponto a que a situação chegou. Para o que chegou a valer, é pouco”. Foi esta a reação do Presidente da República à conclusão da venda da Efacec ao fundo alemão Mutares, num negócio no qual o Estado perde cerca de 400 milhões de euros. Esta quinta-feira, um dia após as explicações dadas pelo Governo em conferência de imprensa, multiplicaram-se as reações indignadas dos partidos à privatização. E ganhou força, à direita, a ideia de uma comissão de inquérito.

“Isso é o funcionamento do parlamento, que eu não comento”, acrescentou Marcelo. Mas também o Presidente admite que são necessárias mais explicações. Tomando a TAP como exemplo, Marcelo defendeu que “é importante que nestes processos de venda por parte do Estado, dentro do possível se faça o que é necessário para tornar transparente para os portugueses o que se está a passar”. Questionado sobre se o tema vai ser abordado na reunião semanal com o primeiro-ministro, esta quinta-feira, Marcelo diz que “é uma boa sugestão”. “Acho que ainda vai a tempo o Governo dessa explicação”.

Estado sai da Efacec, Mutares entra numa empresa “sem espinhas”. A que preço?

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