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As autoridades diplomáticas do Qatar anunciaram esta terça-feira que seis crianças ucranianas deslocadas à força para a Rússia no âmbito da guerra foram libertadas e estão a caminho de casa, na Ucrânia.

Segundo o ministro da Cooperação Externa do Qatar, Lolwah al-Khater, as crianças estarão sempre acompanhadas de adultos, numa rota que as levará a Kiev via Moscovo e Minsk.

O Qatar é considerado um dos principais mediadores para a devolução das crianças ucranianas sequestradas e levadas para a Rússia e para os territórios ocupados pela Rússia na Ucrânia desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

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As autoridades ucranianas indicaram que cerca de 20.000 menores ucranianos foram transportados à força para a Rússia ou para zonas ocupadas. Os mais recentes relatórios revelam que menos de 400 crianças foram devolvidas às famílias.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu em março deste ano um mandado de captura internacional para o Presidente russo, Vladimir Putin, e para a sua comissária para os Direitos da Infância, Maria Lvova Belova.

O Tribunal Penal Internacional acusa ambos de crimes de guerra relacionados com a deportação forçada de menores ucranianos para território da Rússia. No entanto, as autoridades russas têm sempre negado tais acusações.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro de 2022 uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, de acordo com dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e fez nos últimos 21 meses um elevado número de vítimas não só militares como também civis, impossíveis de contabilizar enquanto o conflito decorrer.

A invasão — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.