805kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Teatro em Beirute obrigado a cancelar peça de autor acusado de "normalizar" Israel

"Os atores foram assediados por telefone". O teatro cancelou a peça, depois de uma ONG apresentar uma queixa no Ministério Público contra o dramaturgo por "violação da lei do boicote a Israel".

A ONG afirma que as peças de Wajdi Mouawad são "financiadas pelo inimigo israelita" e que "promovem a normalização com Israel"
i

A ONG afirma que as peças de Wajdi Mouawad são "financiadas pelo inimigo israelita" e que "promovem a normalização com Israel"

IGOR MARTINS / OBSERVADOR

A ONG afirma que as peças de Wajdi Mouawad são "financiadas pelo inimigo israelita" e que "promovem a normalização com Israel"

IGOR MARTINS / OBSERVADOR

Um teatro de Beirute anunciou que foi obrigado a cancelar uma peça do dramaturgo libanês-canadiano Wajdi Mouawad, na sequência de ameaças contra ele por promover campanhas para “normalizar [as relações] com Israel”.

Países vizinhos, o Líbano e Israel estão tecnicamente em estado de guerra e Beirute proíbe os seus cidadãos de viajarem para Israel ou de terem qualquer contacto com este país.

Exército bombardeia o leste do Líbano pela segunda vez em menos de 24 horas

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Num comunicado divulgado quarta-feira, o teatro Monnot lamentou “ter de cancelar a estreia mundial da peça ‘Dia de casamento nos Cromagnons'”, de Wajdi Mouawad, que desde 2016 dirige o teatro nacional La Colline, em Paris, programada para o dia 30 de abril.

O teatro justificou esta decisão “na sequência de pressões inadmissíveis e ameaças graves” por parte de alguns ativistas que “apresentaram também uma queixa contra Wajdi Mouawad junto do Ministério Público militar”.

“Os atores foram assediados por telefone” disse à AFP a diretora do teatro, Josyane Boulos. “Depois da queixa contra Wajdi Mouawad não podemos correr mais riscos”, acrescentou.

A organização não governamental The Comission of Detainees Affairs anunciou esta segunda-feira que solicitou ao Ministério Público militar a “abertura de um inquérito judicial contra Wajdi Mouawad em nome de sete antigos detidos em Israel, por delito de comunicações com o inimigo israelita, em violação da lei do boicote a Israel”.

Os queixosos pedem ao Ministério Público que “dê instruções às autoridades competentes para proibir a peça e prender” o dramaturgo.

A ONG afirma que as peças de Wajdi Mouawad são “financiadas pelo inimigo israelita” e que “promovem a normalização com Israel”.

 
Assine o Observador a partir de 0,18€/ dia

Não é só para chegar ao fim deste artigo:

  • Leitura sem limites, em qualquer dispositivo
  • Menos publicidade
  • Desconto na Academia Observador
  • Desconto na revista best-of
  • Newsletter exclusiva
  • Conversas com jornalistas exclusivas
  • Oferta de artigos
  • Participação nos comentários

Apoie agora o jornalismo independente

Ver planos

Oferta limitada

Apoio ao cliente | Já é assinante? Faça logout e inicie sessão na conta com a qual tem uma assinatura

Há 4 anos recusámos 90.568€ em apoio do Estado.
Em 2024, ano em que celebramos 10 anos de Observador, continuamos a preferir o seu apoio.
Em novas assinaturas e donativos desde 16 de maio
Apoiar

19 MAIO 2024 - SEDE OBSERVADOR

Atos de vandalismo não nos calarão.

Apoie o jornalismo que há 10 anos se pauta pela liberdade de expressão e o nunca vergar por qualquer tipo de intimidação.

Assine 1 ano / 29,90€ Apoiar

MELHOR PREÇO DO ANO

Ao doar poderá ter acesso a uma lista exclusiva de benefícios

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Há 4 anos recusámos 90.568€ em apoio do Estado.
Em 2024, ano em que celebramos 10 anos de Observador, continuamos a preferir o seu apoio.
Em novas assinaturas e donativos desde 16 de maio
Apoiar

19 MAIO 2024 - SEDE OBSERVADOR

Atos de vandalismo não nos calarão.

Apoie o jornalismo que há 10 anos se pauta pela liberdade de expressão e o nunca vergar por qualquer tipo de intimidação.

Assine 1 ano / 29,90€

MELHOR PREÇO DO ANO