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Enviado dos EUA a Moscovo descreve reunião com Putin como "convincente"

Este artigo tem mais de 1 ano

A Rússia insiste que a tomada de controlo de partes da Ucrânia desde 2014, incluindo Crimeia e as regiões de Luhansk e Donetsk, deve ser reconhecida em qualquer futuro acordo de paz.

epa11945053 US Middle East envoy Steve Witkoff speaks to the media at the White House in Washington, DC, USA, 06 March 2025.  EPA/WILL OLIVER
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Embora Putin tenha exigido anteriormente que a Ucrânia fosse impedida de se tornar membro da NATO, Witkoff disse que também levantou questões relacionadas com o princípio central do bloco atlântico de que um ataque a um membro constitui um ataque contra todos os membros

WILL OLIVER/EPA

Embora Putin tenha exigido anteriormente que a Ucrânia fosse impedida de se tornar membro da NATO, Witkoff disse que também levantou questões relacionadas com o princípio central do bloco atlântico de que um ataque a um membro constitui um ataque contra todos os membros

WILL OLIVER/EPA

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre a Guerra na Ucrânia.

O enviado especial dos Estados Unidos à Rússia, Steve Witkoff, descreveu como “convincentes” as conversas mantidas com o líder russo, Vladimir Putin, na semana passada, que incluíram medidas para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Witkoff disse na segunda-feira à emissora Fox News que esteve reunido quase cinco horas com Putin, a quem pediu para garantir “uma paz permanente”, um ponto a que os dois interlocutores demoraram “um pouco a chegar”.

A chave para um acordo global, segundo o investidor, advogado e diplomata enviado pela Casa Branca a Moscovo, gira em torno de “cinco territórios”, que Witkoff não especificou.

EUA consideram que adesão da Ucrânia à NATO é “irrealista”

A Rússia insiste que a tomada de controlo de partes da Ucrânia desde 2014, incluindo a península da Crimeia e as regiões de Luhansk e Donetsk, deve ser reconhecida em qualquer futuro acordo.

Embora Putin tenha exigido anteriormente que a Ucrânia fosse impedida de se tornar membro da NATO, Witkoff disse que também levantou questões relacionadas com o princípio central do bloco atlântico de que um ataque a um membro constitui um ataque contra todos os membros.

“Este acordo de paz é sobre os chamados cinco territórios, mas há muito mais do que isso”, disse Witkoff, acrescentando estar convencido de que “podemos estar à beira de algo que seria muito, muito importante para o mundo em geral”.

Por outro lado, na sequência de reuniões em São Petersburgo, Witkoff disse ver “uma possibilidade das relações entre a Rússia e os Estados Unidos serem remodeladas através de algumas oportunidades comerciais muito atraentes que [na sua opinião] também proporcionam uma verdadeira estabilidade à região”.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump voltou a culpar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, pela guerra, quando questionado sobre qual dos lados é responsável pelo fracasso do cessar-fogo.

Os comentários de Trump surgiram depois de a Ucrânia ter dito que 34 pessoas foram mortas e pelo menos 117 ficaram feridas após um ataque de mísseis russos contra a cidade de Sumy na manhã do Domingo de Ramos.

Ataque russo a Sumy faz pelo menos 34 mortos, incluindo várias crianças

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano escreveu na sua plataforma social Truth que “a Rússia tem de se mexer” para ajudar a conseguir um cessar-fogo.

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