A União Europeia (UE) lembrou esta terça-feira na ONU que em quatro meses o Conselho de Segurança já não estará encarregado da questão nuclear iraniana, sublinhando a urgência de se chegar a uma solução diplomática, ao invés de ação militar.
Na reunião informativa semestral do Conselho de Segurança da ONU sobre a implementação da Resolução 2231, que apoiou o Plano Global de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês) sobre o programa nuclear iraniano, o chefe da delegação da UE nas Nações Unidas alertou para a escalada do conflito entre Irão, Israel e Estados Unidos.
“Daqui a quatro meses, o Conselho de Segurança não se ocupará mais da questão nuclear iraniana (…). Uma solução duradoura para a questão nuclear iraniana só pode ser através de um acordo negociado, não de ação militar“, defendeu o embaixador Stavros Lambrinidis.
“Um acordo nuclear em pleno funcionamento conduzirá à estabilização de toda a região”, frisou.
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A reunião desta terça-feira é a última sobre a Resolução 2231, que expira em 18 de outubro e que apoia os esforços diplomáticos para chegar a uma solução abrangente, de longo prazo e adequada para a questão nuclear iraniana.
A reunião ocorre num momento crítico dos esforços da comunidade internacional para abordar a questão nuclear iraniana, especialmente após o início de uma guerra entre Israel e o Irão, que teve início em meados de junho por bombardeamentos israelitas contra território iraniano, levando à retaliação de Teerão, e à qual se juntou posteriormente os Estados Unidos.
Lambrinidis salientou que existe um risco crescente de que este conflito possa rapidamente sair do controlo — com “consequências catastróficas para os civis, a região e o mundo“.