O plano de isenções fiscais conhecido como “Big Beautiful Bill” (Lei Grande e Linda, em português), amplamente apoiado por Donald Trump, foi esta terça-feira aprovado pelo Senado após mais de 24 horas de debate. A votação foi de 50-50, com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, a ter desempatado. Além de todos os democratas, também três senadores republicanos (Thom Tillis, Susan Collins e Rand Paul) votaram contra.
De acordo com a BBC, o projeto de lei regressa agora à Câmara dos Representantes, que tem de aprovar as alterações feitas pelo Senado antes de o Presidente norte-americano o poder promulgar. É expectável que o documento vá enfrentar oposição, uma vez que a versão anterior foi aprovada pelos republicanos da Câmara dos Representantes por uma margem mínima, de apenas um voto.
Donald Trump tinha dado ao Congresso norte-americano, que é controlado pelos republicanos, até 4 de julho para receber uma versão final do projeto de lei. Esta terça-feira, o líder dos EUA assumiu que poderá ser “muito difícil” cumprir o prazo, nomeadamente porque disputas sobre o défice e os níveis de despesa podem levar a atrasos. O documento prevê cortes de impostos, além de novas isenções, bem como o aumento do financiamento para a defesa ou regras de controlo à imigração.
A “Big Beautiful Bill” está no cerne de uma zanga entre Donald Trump e Elon Musk, que esta terça-feira conheceu novos capítulos. Durante a madrugada, o Presidente norte-americano ameaçou retirar subsídios às empresas do multimilionário. “Elon pode ter recebido mais subsídios do que qualquer ser humano na história, de longe, e, sem subsídios, Elon provavelmente teria que fechar a loja e voltar para casa na África do Sul. Sem mais lançamentos de foguetões, satélites ou produção de carros elétricos, o nosso país pouparia uma fortuna”, escreveu na rede social Truth Social. Musk reagiu pouco depois, dizendo “cortem tudo”.
As primeiras críticas de Musk ao projeto de lei apoiado por Trump surgiram no final de maio, quando se preparava para deixar a liderança do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), que foi criado para reduzir as despesas da administração norte-americana. Nessa altura, o empresário mostrou-se “dececionado” por “ver um projeto de lei tão dispendioso, que aumenta o défice orçamental, não apenas o diminui, e prejudica o trabalho que a equipa do DOGE está a fazer”.
“Dececionado”, Musk critica plano de isenções fiscais de Trump
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 7.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui]