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O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou nesta quinta-feira que o país está preparado para uma eventual invasão terrestre e que, caso aconteça, será um desastre para os inimigos da República Islâmica.

“Estamos preparados para qualquer eventualidade, mesmo para um desembarque”, disse Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News.

“Estamos à espera deles. Temos a certeza de que podemos enfrentá-los e que isso seria um desastre para eles”, acrescentou, enquanto informações da imprensa, desmentidas pela Casa Branca, davam conta de um possível apoio militar norte-americano às milícias curdas para derrubar o poder iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nos primeiros dias do conflito que não descartava a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão “se necessário”. Também o secretário da Defesa, Pete Hegseth, tinha dito que nenhum soldado norte-americano se encontra atualmente em solo iraniano, mas assegurou que os Estados Unidos irão “até onde for necessário”.

Abbas Araghchi, entretanto, também avisou que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, Teerão foi atacado.

“Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações”, afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias.

“Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos”, acrescentou, numa entrevista transmitida pelo canal norte-americano NBC News.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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