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José Manuel Fernandes. O CDS quer deixar de ser um “PSD pequeno”

“O que se passou agora neste Congresso é que o CDS virou a página do portismo. O partido vai tentar ser “o partido da direita portuguesa” e não apenas “o partido pequeno à direita do PS”.

Talvez a forma mais fácil de explicar o que aconteceu ao CDS nas eleições de 6 de Outubro é que, nas últimas duas décadas, o partido começou a ser visto como o partido pequeno da direita portuguesa, sem nada que na substância o diferenciasse do partido grande, o PSD. Por isso, quando chegou a altura de votar, quem queria partidos diferentes votou na Iniciativa Liberal e no Chega; quem só queria que o PS não tivesse maioria absoluta votou no “partido maior”. O CDS ficou assim com 4,2% e 5 deputados.

Como é que o CDS chegou a esta situação? Não foi por causa de Assunção Cristas, pois o seu maior erro foi não perceber o que lhe estava a acontecer. E o que estava acontecer vinha de muito detrás, quase desde a fundação. O CDS queria-se um partido com uma espinha dorsal ideológica, até por contraponto a um PSD onde cabiam todos, um típico “catch all party”. Mas se olharmos para os 45 anos de história do CDS encontramos tudo menos essa matriz definidora de um posicionamento coerente ao longo do tempo.

O CDS sempre se disse democrata-cristão, mas já foi liberal e já fez discursos contra o liberalismo, já foi conservador e já caiu em tentações pós-modernas, já foi populista e já foi elitista, já foi nacionalista e já foi cosmopolita. Com Paulo Portas, o líder que marca os últimos 25 anos do partido – quando esteve lá e quando não esteve lá – o CDS tinha a habilidade de procurar causas populares, sabia insinuar-se junto dos jornalistas, mas nunca teve consistência doutrinária. Só alguém com as virtudes (e os defeitos) de Paulo Portas mantinha à tona um partido assim. Um partido que tinha um eleitorado flutuante e heterogéneo, uma direcção pragmática e sectores que viam nele o que ele não era, um partido “verdadeiramente de direita”, ou algo que se parecesse com isso.

O que se passou agora neste Congresso é que o CDS virou a página do portismo. O partido vai tentar ser “o partido da direita portuguesa” e não apenas “o partido pequeno à direita do PS”.

45 anos depois do Congresso do Palácio de Cristal, daquele tempo em que em Portugal o mais à direita que se tolerava era “um partido rigorosamente ao centro” e mesmo assim esse Congresso esteve cercado por manifestantes num dos momentos mais tensos do PREC, o CDS de Francisco Rodrigues dos Santos parece querer dizer, preto no branco, ao que vem. Não lhe auguro vida fácil, mas percebo porque é que o CDS sentiu que esta era porventura a única via possível.

Helena Matos. Daqui só vão perguntas

“Deve o CDS conversar com o Chega? Digamos que esta abordagem do assunto é interessante, só é pena estar completamente desactualizada. Infelizmente para o CDS, a questão já não é se o CDS conversa com o Chega mas sim se o Chega acha vantajoso conversar com o CDS”.

Num partido que tem mais passado do que parece ter futuro, cada militante é um poço de certezas e eu, que para mais não acredito na reencarnação, não vislumbro quantos lustros precisaria para analisar as correntes, as sensibilidades e as subtilezas que diferenciam cada um dos candidatos à liderança do CDS e de cada um dos seus apoiantes.

Portanto daqui só vão perguntas.

1. Alguém perguntou a Diogo Pacheco de Amorim, antigo chefe de gabinete de Manuel Monteiro e agora representante do Chega neste Congresso do CDS, o que pensa o partido de que é porta-voz da nova direção centrista. Recordo que os candidatos à liderança do CDS abordaram a questão Chega, ou, mais propriamente, trataram do assunto nestes termos: deve o CDS conversar com o Chega? Digamos que esta abordagem do assunto é interessante só é pena estar completamente desactualizada. Infelizmente para o CDS, a questão já não é se o CDS conversa com o Chega, mas sim se o Chega acha vantajoso conversar com o CDS.

2. Que contas fizeram Vicente Ferreira da Silva e Olga Batista, que representaram a Iniciativa Liberal neste Congresso do CDS? Somaram ou diminuíram? Mais precisamente, conseguirá a Iniciativa Liberal, agora sem contar com o carisma de Carlos Guimarães Pinto, resistir ao esvaziamento a favor de um CDS com uma liderança renovada e retoricamente mais musculada?

3. Estará Francisco Rodrigues dos Santos preparado para debater com os outros líderes? Não consigo responder a esta pergunta pois não encontro nada de especialmente relevante que o prove. Contudo, basta ter assistido aos debates entre Assunção Cristas e António Costa para perceber que a preparação não conta para nada no sentido de voto dos eleitores: Cristas ganhou todos os debates e sofreu uma pesada derrota eleitoral.

4. O actual CDS vai manter a decisão da anterior direcção de apoiar a recandidatura de Marcelo? O dilema é pírrico: apoiar Marcelo não faz sentido, mas apoiar uma candidatura de André Ventura seria um erro colossal. Irá o novo CDS conseguir impor ao Chega e à IL a candidatura de uma personalidade de direita?

5. O que pensa a actual direcção do CDS de Cecília Meireles? Não sei. Mas acho que Francisco Rodrigues dos Santos deve ter em conta que Cecília Meireles é a melhor parlamentar da actual Assembleia da República. Repito, não é a melhor parlamentar da bancada do CDS, é sim a melhor parlamentar de todo parlamento. Tendo em conta que Ana Gomes se perfila como possível candidata à Presidência da República, aconselho ao CDS que reveja este vídeo em que Cecília Meireles esmaga Ana Gomes numa comissão parlamentar. Ou este, em que neutraliza André Ventura. Vai a nova direcção prescindir de uma líder parlamentar com esta qualidade? Para a substituir por quem?

6. Irão os líderes dos outros partidos repetir o erro de Pires de Lima, ou seja, jogar a cartada da idade e da experiência perante o “Chicão”? O discurso de Pires de Lima foi um erro, não pelo que disse mas sim porque de repente parecia o que de facto é: alguém que podia ter sido líder do CDS e cuja oportunidade já passou. Irrita-o ver o jovem Francisco Rodrigues dos Santos no cargo que ele, Pires de Lima, acha que desempenharia muito melhor? Certamente que sim, mas a política não é justa para aqueles que a ela se dedicam. Seja como for, os líderes dos outros partidos não devem esquecer a forma como a sala do congresso reagiu à intervenção de Pires de Lima. Dirão: mas nós não somos do CDS! Pois não. Mas se o tratarem sobranceiramente, como fez Pires de Lima, vai perceber-se que estão todos muito velhos.

7. E no fim é isto e tudo se resume a isto aqui escrito por Maria João Avillez, no caso a propósito do PSD mas que é um aviso-intuição para todo o espaço à direita do PS: “Há cerca de uns meses, talvez um ano, também me lembro de ter conversado com um amigo informado alertando-o para o facto de por vezes os partidos – mais subitamente ou menos subitamente – se sumirem dos radares políticos e dei-lhe o exemplo da UCD espanhola, a quem a Espanha muito deve (e há mais exemplos em várias geografias políticas). Um dia a UCDsumiu-se, e de vez, do mapa partidário dos vizinhos.” Quem se vai sumir? Quem vai liderar o que vai resultar dessa implosão? Será Francisco Rodrigues dos Santos, tal como André Ventura e Cotrim de Figueiredo, um gestor do tempo que falta até essa implosão?

Miguel Pinheiro. A tomada da Bastilha no CDS

Agora que tomaram o partido, o que vão fazer os sans-culottes do CDS? Na França revolucionária, as coisas correram muito mal antes de começarem a correr bem.

Quando o povo de Paris tomou a Bastilha, a 14 de julho de 1789, só havia no seu interior sete prisioneiros. Ao tomar agora a fortaleza do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos precisa de menos dedos para completar a contabilidade. Se o critério for o número de presidentes de Câmara, há seis. Se o critério for o número de deputados, há cinco.

O “povo” do CDS consumou este fim de semana a revolução contra a dinastia “portista” — no último Congresso, em Lamego, os aristocratas centristas já tinham ficado, compreensivelmente, chocados com aquela longa madrugada em que os “jotinhas” de Francisco Rodrigues dos Santos os obrigaram a ficar até depois das 4h da manhã a ouvir apelos à inclusão de “Chicão” nas listas de deputados. Agora, o tema era mais sério.

Os notáveis estavam ao lado de João Almeida. Os mediáticos também. E os detentores do poder no aparelho idem aspas. E nem faltou uma espécie de Maria Antonieta a decretar “Não têm pão, comam brioches”, na aparição provocatória de António Pires de Lima.

Agora que tomaram o partido, o que vão fazer os sans-culottes do CDS? Na França revolucionária, as coisas correram muito mal antes de começarem a correr bem.

Filomena Martins. Para renovar não basta ser novo, mas ter novas ideias

“Para o CDS, a última votação fala por si: além do reposicionamento, era obrigatória e urgente esta renovação. Não estou é certa se Francisco Rodrigues dos Santos pode (apenas) ter cara de miúdo mas (já) muita rodagem para o fazer”.

Nos tempos em que a segurança, a saúde e o ambiente começaram a gerar maiores preocupações, e o politicamente correto ainda não era uma eterna causa castradora ditada por um grupo de activistas limitado às redes sociais e com palas ideológicas, havia várias formas inteligentes de passar as mensagens eficazes. Não, não se cortavam todas as cenas com tabaco dos velhos clássicos do cinema. Nem se cometiam erros históricos, com negros e sikhs no exército britânico, como Sam Mendes faz em ‘1917’. Dizia-se ao que se vinha. E há um anúncio que ainda não me sai da memória: “Comigo, o miúdo vai sempre atrás”.

O que é que isto tem a ver com a eleição de Francisco Rodrigues dos Santos para a liderança do CDS? Tudo. Não é preciso repetir ou sublinhar que a idade não é um posto. E nem sequer é novidade os centristas apostarem em novos (literalmente) rostos. Paulo Portas tinha 36 anos quando tomou as rédeas do partido. Manuel Monteiro, que apoia e inspira o novo presidente, estava abaixo dos 30. Assunção Cristas, além de ser mulher, também só ia nos 42.

Não me parece portanto que no CDS a segurança partidária imponha que os miúdos tenham de ir sempre atrás. Longe disso. Muito menos me parece que o partido, apesar de conservador por definição, não tenha sido irreverente qb: Portas veio aliás dos jornais mais irreverentes que Portugal já teve. Nem sequer me parece que tenha faltado energia à última líder do partido, como se podia ver em todos os debates com Costa ou pelo resultado que conseguiu em Lisboa.

O que correu mal ao CDS, e que ficou na certidão de óbito das legislativas, foi ter perdido o seu norte, o foco. Foi ter-se enredado, ou deixado enredar, perdendo o rumo ideológico. O partido de direita que diz ser, quer ser e tem de ser. Foi assim que deixou espaço para o crescimento dos extremistas do Chega e abriu vagas para o Iniciativa Liberal.Todos os partidos precisam de se renovar, de deixar de cheirar a mofo. Para o CDS, a última votação fala por si: além do reposicionamento, era obrigatória e urgente esta renovação. Não estou é certa se Francisco Rodrigues dos Santos pode (apenas) ter cara de miúdo mas (já) muita rodagem (só para recordar outro anúncio memorável) para o fazer. Ou se é, como às vezes parece ao ouvi-lo, apenas alguém jovem com um velho dentro dele e sem ideias realmente novas para dar ao partido e o conduzir para o rumo certo. Porque isso pode significar ir na direcção de uma morte lenta.

Alexandre Homem Cristo. A revolução conservadora

“Os primeiros sinais permitem temer o pior: uma direcção despida de pesos-pesados, apoios como o de Abel Matos Santos à nova liderança, a escolha para vice-presidente de alguém (Miguel Barbosa) que considerou a homossexualidade uma “doença que não é normal”, a escassez de mulheres convidadas para os órgãos do partido”.

Ironia das ironias: não é um conceito querido entre os conservadores, mas o Congresso do CDS-PP foi marcadamente revolucionário. De um lado, o establishment da elite partidária a apoiar João Almeida – deputados e maioria de ex-deputados, presidentes de câmara, vários notáveis e ex-ministros, quase todas as figuras que acumularam responsabilidades no partido nos 16 anos. Do outro lado, a promessa de uma ruptura que não era somente de prioridades políticas, mas também de protagonistas – uma espécie de revolução das bases e do povo CDS. E a revolução ganhou.

O contexto foi decisivo para o apelo revolucionário da mensagem de Francisco Rodrigues dos Santos. O CDS-PP entrou neste Congresso desesperado, sovado pelo trauma de um baixíssimo resultado eleitoral cujas causas não discutiu devidamente ou sequer entendeu. E o desespero é mau conselheiro, porque encurta a visão e precipita a encontrar soluções rápidas para problemas complexos. Assim foi, e o CDS passou a tratar a participação em altos cargos partidários como cadastro, em vez de currículo, fazendo desta eleição um concurso sobre quem discordou mais de Assunção Cristas – punindo quem esteve com a líder pós-Portas. Nesse sentido, o líder da Juventude Popular simbolizou uma solução rápida, enérgica e atractiva: fazer reset, recomeçar, mudar (quase) tudo.

Francisco Rodrigues dos Santos pode até rejeitar a dimensão messiânica que alguns lhe atribuem, mas não poderá desmentir que a sua candidatura foi desenhada a papel químico a partir do romantismo revolucionário. Rodrigues dos Santos foi elevado a rosto do povo democrata-cristão esquecido pelo directório partidário de Lisboa, onde está o “partido dos tachos”. Ele foi ouvido como a voz contra a decadência do status quo, prometendo regressar aos valores fundacionais do partido (isto é, contra o CDS “descafeinado”). Ele representou a recusa do elitismo social da “direita champanhe” e “que a esquerda gosta”, uma crítica aos círculos de Cristas. Ele foi a cara do protesto contra a comunicação social e contra as acusações de radicalismo. E se tudo isso foi mais ou menos assumido pelos seus apoiantes, o apelo revolucionário de Francisco Rodrigues dos Santos esteve mesmo nas suas intervenções, em particular quando a si atribuiu o desígnio de construir e liderar uma “nova Direita” – eis o anúncio de um recomeço e de uma ruptura explícita com o passado.

Soa-lhe tudo familiar? É porque já vimos esta estratégia discursiva noutras coordenadas – por exemplo, com Trump e com Bolsonaro. Ora, é já evidente que o CDS de Francisco Rodrigues dos Santos será mais conservador do que o de Cristas e Portas. Mas o que acontecerá a partir daqui é uma incógnita e não seria justo julgar a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos ao minuto zero. Dito isto, a história já demonstrou repetidamente que estas matrizes de natureza revolucionária à direita, como aquela que levou ‘Chicão’ à liderança, têm tanto de eficaz (no imediato) como de insustentável (depois). Internamente, porque o seu discurso divide o partido em grupos inconciliáveis, onde a força de uns é a fraqueza de outros – e, neste caso, o CDS está ainda quebrado após um Congresso repleto de ataques pessoais. Externamente, porque esse discurso tenderá a vincular o CDS com a dita “nova direita” populista (de Trump a Bolsonaro), em confronto com os valores liberais que tradicionalmente definem a direita.

Será esse o caminho do CDS a partir de agora? O futuro dirá. Mas os primeiros sinais permitem temer o pior: uma direcção despida de pesos-pesados, apoios como o de Abel Matos Santos à nova liderança, a escolha para vice-presidente de alguém (Miguel Barbosa) que considerou a homossexualidade uma “doença que não é normal”, a escassez de mulheres convidadas para os órgãos do partido. Por hoje, uma coisa é já certa: acabou o CDS que conhecemos nos últimos 16 anos.

André Azevedo Alves. Reconstruir o CDS depois de Portas

“Nada é garantido e o desafio de reconstruir o CDS em 2020 é maior do que há quatro anos. Não bastará ao CDS ir atrás do percepcionado sucesso do Chega. Entre o original e a cópia, o eleitorado tenderá a preferir o original”.

O primeiro grande desafio de Francisco Rodrigues dos Santos será reconstruir e reafirmar o CDS ultrapassando o portismo mas evitando simultaneamente perder os melhores quadros formados ao longo das últimas décadas. Uma tarefa difícil mas essencial que implicará conseguir reunir em torno do novo líder as figuras mais válidas do partido. A apresentação de Filipe Lobo d’Ávila como primeiro vice-presidente é um sinal positivo mas será preciso ser muito mais agregador do que isso para conseguir apresentar ao eleitorado uma alternativa credível.

Em Janeiro de 2016 escrevi aqui que “mais do que saber quem será o próximo líder, importa que o CDS discuta ideias e políticas e reflicta sobre a sua razão de ser no sistema político-partidário português”. Não obstante o empenho de Assunção Cristas e de muitos que estiveram com ela, os últimos quatro anos foram essencialmente tempo perdido e em 2020 a situação do CDS é mais delicada. Além do péssimo resultado nas legislativas (mais preocupante por ter ocorrido num contexto em que o PSD também teve um resultado historicamente baixo), o CDS enfrenta hoje também dois concorrentes com representação parlamentar no espaço não socialista: Chega e Iniciativa Liberal.

A seu favor, o CDS tem o peso histórico e a sua maior implantação na sociedade portuguesa. Tem também a seu favor a tradicional estabilidade do sistema partidário português e a fragilidade do Chega e da Iniciativa Liberal, que tanto podem crescer como desaparecer. Mas nada é garantido e o desafio de reconstruir o CDS em 2020 é maior do que há quatro anos. Uma coisa é certa: não bastará ao CDS ir atrás do percepcionado sucesso do Chega. Entre o original e a cópia, o eleitorado tenderá a preferir o original.

André Abrantes Amaral. O que é o CDS?

“Foi por não saber o que é que o CDS se atirou para o debate do aborto, da eutanásia, do casamento homossexual, esquecendo o excesso de impostos, as cativações na saúde, ignorando quase por completo o futuro da educação”.

O CDS já quis ser de centro, democrata-cristão, liberal, conservador à portuguesa (pois que sem o apoio da pequena burguesia que são os comerciantes). Ao querer ser cada uma destas tendências em exclusão das restantes, o CDS não só passou uma imagem de dúvida sobre si mesmo como, por vezes, passou ao lado da discussão que interessava aos cidadãos.

Foi esta discussão permanente que dificultou que aproveitasse o papel de principal partido da oposição quando Rio ganhou a liderança do PSD. Foi por não saber o que é que o CDS se atirou para o debate do aborto, da eutanásia, do casamento homossexual, esquecendo o excesso de impostos, as cativações na saúde, ignorando quase por completo o futuro da educação em Portugal.

A força do CDS está na capacidade de agregar. O desafio é que em 1975, revolucionário era não ser marxista e hoje o que se pede é que o CDS se defina ideologicamente. Conciliar estas duas tendências, sem perder de vista uma imprescindível união da direita, é o grande desafio de Francisco Rodrigues dos Santos.