Índice

    Índice

O que é que têm em comum seis diretores de estabelecimentos de ensino bem posicionados nos rankings das escolas? Não pensam demasiado em rankings e defendem que uma boa escola é muito mais do que as notas que os seus estudantes conseguem nos exames nacionais do 12.º ano. Todos assumem ficar satisfeitos com uma boa posição quer nos rankings clássicos quer nos rankings de sucesso (alunos que têm nota positiva nas provas ou exames nacionais depois de terem feito os dois anos anteriores sem chumbarem), mas são unânimes em dizer que conseguir esse lugar não está no topo das suas preocupações.

Então como é que conseguem que os alunos tenham bons resultados académicos, seja nos exames, seja através de um percurso sem retenções? Os ingredientes variam um pouco de escola para escola, mas a base da receita é a mesma: qualidade e estabilidade do corpo docente, escolas com poucos alunos, um ensino quase individualizado e pensado para que o estudante consiga alcançar o melhor de si e acrescentar ao currículo académico competências humanistas. Estas podem chegar através de uma visão religiosa, nos colégios católicos, através da cultura, nas escolas de ensino integrado de música, ou simplesmente no tipo de atividades e projetos desenvolvidos dentro do estabelecimento de ensino. Conseguir que os alunos sejam felizes dentro da escola é outro dos fatores apontados. Tudo isto mantendo sempre um projeto educativo claro e consistente.

“Temos ficado várias vezes em primeiro lugar nos rankings. Uma pergunta recorrente é: o que é fazem para atingir aquela finalidade? A primeira coisa a dizer é que ficar no topo não é uma finalidade e duvido que qualquer escola que faça um trabalho sério possa ter esse como um objetivo em si mesmo. O sucesso dos alunos acontece como uma consequência. E, para os nossos alunos alcançarem êxito, há coisas que fazemos de forma muito clara, há outras que o tempo nos foi revelando que são boas e a que passámos a dar uma atenção especial”, explica ao Observador Rui Paiva, diretor da Academia de Música de Santa Cecília.

Ranking das escolas 2018. Em que lugar ficou a sua?

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.