As principais novidades do Mobile World Congress 2017

28 Fevereiro 2017

A maior feira "mobile" do mundo começou esta segunda-feira e as grandes marcas já mostraram tudo o que trazem de novo. Os smartphones, smartwatches, tablets e híbridos são as principais atrações.

São mais de 100 mil os participantes que enchem, por estes dias, os oito pavilhões da Fira Gran Via em Barcelona. O Mobile World Congress (MWC) começou esta segunda-feira, mas as apresentações oficiais de algumas das principais marcas tiveram início no domingo.

É aqui, na maior feira de tecnologia móvel do mundo, que centenas de empresas apresentam as novidades que vão entrar (ou não) no mercado Europeu. O MWC é muito mais que uma montra gigante de telemóveis mas, sem surpresas, os smartphones topo de gama das principais marcas são o centro das atenções do grande público. Já todos foram apresentados, com uma excepção conhecida: o Samsung Galaxy S8 só chega no início da primavera.

E porque o S8 é um dos modelos de topo mais importantes, as atenções viraram-se para a concorrência, que este ano apareceu com bons argumentos mas, diga-se, sem um grande fulgor de inovação. Ainda assim, é do universo dos dispositivos Android que, desde há uns anos, temos visto chegar os aparelhos mais interessantes. Curiosamente, este ano o hype virou-se para a reformulação do velho Nokia 3310, um fenómeno que só visto. Mas já lá vamos.

A Alcatel, Huawei, Lenovo, LG, Nokia, Samsung e Sony apresentaram todos os novos produtos que vão estar disponíveis no mercado em 2017. Desde smartphones a relógios, passando pelos tablets e modelos híbridos, a inovação surpreendeu aqui e ali, com câmaras capazes de gravar em slow motion a 960 frames por segundo (fps), smartphones que conseguem tornar-se num computador e até uma capa traseira com LED personalizáveis.

Conheça os produtos de cada uma das sete marcas que, na nossa opinião, mereceram o maior destaque no MWC 2017 (por ordem alfabética).

Alcatel

A marca detida pela chinesa TLC optou por jogar pelo seguro. Não esteve a preparar equipamentos para competir com os modelos topos de gama de outras marcas, mas sim a tentar marcar a diferença e alcançar um público mais abrangente. A Alcatel apresentou cinco dispositivos:

Alcatel U5

Este é o smartphone entrada de gama da Alcatel. Tem um ecrã de cinco polegadas e vem equipado com uma câmara traseira de cinco megapixeis e uma frontal de dois megapixeis.

A marca aposta na geração Millennials, reforçando o segmento das selfies através de software dedicado. O U5, segundo a marca, consegue oferecer uma qualidade de selfies igual à dos irmãos mais velhos, o A3 e o A5, incorporando um flash LED frontal para as fotografias em ambientes mais escuros.

Possui ainda 8GB de memória interna e apenas 1GB de RAM, dando logo a entender que a performance não é, de todo, o ponto forte do smartphone, mas que é muito bom para quem está agora a entrar no mundo dos telemóveis inteligentes. A bateria oferece 2.050 mAh.

Alcatel A3

O smartphone de gama média apresenta um ecrã de cinco polegadas e inclui um leitor de impressões digitais. As câmaras são o ponto destacado pela empresa: 13 megapixeis na parte traseira do smartphone e 5 megapixeis na parte da frente, ambas com um flash LED.

A Alcatel incluiu ainda 16 GB de memória interna, 1.5GB de RAM e uma bateria de 2.460 mAh. Pelas características, trata-se de um smartphone modesto mas com uma boa câmara fotográfica.

O design é muito semelhante ao U5 mas trata-se de uma espécie de “versão melhorada” para quem procura um smartphone que encaixe bem na mão.

Alcatel A5 LED

Neste modelo, a Alcatel apostou na diferença. O smartphone, em termos de características técnicas, não oferece nada do outro mundo: ecrã de 5.2 polegadas, 16GB de memória interna, 2GB de RAM e câmaras fotográficas de oito megapixeis na parte traseira e cinco megapixeis na parte frontal. Ambas as câmaras incluem flash LED.

O elemento diferenciador deste dispositivo está na capa traseira. O facto de se chamar A5 LED é a indicação de que toda a parte traseira está coberta com LED’s de várias cores, que permitem uma personalização única ao smartphone.

É possível, para o utilizador, escolher quais as notificações que quer receber através de um determinado padrão de luzes, escolher um efeito luminoso para quando está a ouvir música, entre outras opções que vão dar um toque único a este dispositivo. Resta saber se a bateria de 2.800 mAh aguenta com tanta luz.

Alcatel PLUS 12 – Tablet

Com o conceito de criar um escritório móvel, a empresa apresentou o PLUS 12, com Windows 10, como sendo um dois-em-um capaz de se comportar como um tablet e como um computador portátil, naqueles momentos em que a produtividade tem de ser uma prioridade.

O equipamento possuí um ecrã de 12 polegadas e conta com um teclado amovível que funciona também como um hotspot – ponto de partilha de dados móveis – que permite a ligação de até 15 equipamentos em simultâneo.

Ao estar equipado com o sistema Windows, oferece a possibilidade de interagir com a Cortana, a assistente virtual da Microsoft. O peso é de apenas 990 gramas e inclui ainda uma câmara frontal de cinco megapixeis pensada para as vídeochamadas em serviços como, por exemplo, o Skype.

Idol 4 Pro

Eis um conceito que nos é familiar desde o ano passado. Em 2016 a HP tinha apresentado, também no MWC, o Elite x3 e acabou por não conseguir chegar muito longe. Agora, um ano depois, é a Alcatel que decide apresentar um smartphone que pode ser convertido num computador.

O Idol 4 Pro vem equipado com o sistema Windows 10 com a funcionalidade Continuum, que permite ligar o smartphone a um teclado, rato e monitor externo, para que se torne num autêntico computador ao mesmo tempo que possibilita a utilização do aparelho como um telemóvel normal.

O conceito continua a ser interessante e as características deste smartphone, também. Tem um ecrã de 5.5 polegadas, uma bateria de 3.000 mAh e dois altifalantes estéreo. O processador que o equipa é um Snapdragon 820 juntamente com os 4GB de memória RAM.

Na traseira do equipamento temos uma câmara de 21 megapixeis e, na parte frontal, uma de oito megapixeis. O corpo é feito de alumínio e este equipamento foi criando com base na mesma ideia do tablet PLUS 12, a de possibilitar um escritório móvel.

Huawei

A Huawei tem vindo a crescer e, com os novos lançamentos, parece que é uma tendência para manter. A marca chinesa conseguiu distinguir-se das restantes e começar a oferecer uma construção e design premium. No MWC 2017 a marca aproveitou para apresentar os novos P10 e ainda um novo smartwatch.

Huawei P10 e P10 Plus

Os novos smartphone topo de gama da Huawei seguem as linhas que já conheciamos do antecessor, o P9. A dupla câmara Leica continua a não apresentar nenhum relevo na parte traseira e foi melhorada para ficar ao nível do Huawei Mate 9. Contudo, a câmara monocromática de 20 megapixeis passou a ser a principal e a câmara RGB acrescenta a cor, com um sensor de 12 megapixeis. Na versão Plus, as lentes têm uma abertura de f1.8 – a versão standard, o P10, tem f2.2.

Às cores tradicionais foram acrescentadas duas novas, numa parceria entre a Huawei e a Pantone. Trata-se de um novo azul e um verde, que não deverá estar disponível no mercado português.

Huawei Watch 2

O novo smartwatch da marca chinesa teve o seu momento de destaque durante a apresentação no MWC. O equipamento alia o design tradicional de um relógio às funcionalidades de um smartwatch desportivo, sendo que a marca disponibiliza uma versão 4G para que consiga colocar um cartão SIM e, assim, dispensar o smartphone quando estiver a praticar desporto.

O Watch 2 possui GPS integrado e é capaz de fazer uma monitorização completa dos seus percursos e objetivos diários, emitindo alertas sempre que os atinge. Devido à capacidade de incluir um cartão SIM, o utilizador pode aceder dirtamente ao Google Play Music e reproduzir músicas em streaming diretamente no smartwatch.

A Huawei incluiu ainda um aro giratório em torno do visor para facilitar a navegação através dos menus do relógio. Existe ainda uma versão Porsche Design, como aconteceu com o Huawei Mate 9, dando assim continuidade à parceria entre as duas marcas para oferecer um design mais exclusivo.

Lenovo

A Lenovo também esteve presente para apresentar os novos smartphones da gama Moto e ainda um tablet que pode ser adaptado a diferentes circunstâncias. A juntar à coleção surge ainda um híbrido para oferecer um produto com Windows 10.

Também a gama Yoga esteve na apresentação no MWC.

Moto G5 e G5 Plus

A Lenovo apresentou dois novos smartphones com o objetivo de oferecer aparelhos de qualidade a um preço acessível. Com um corpo inteiramente feito de alumínio, nos dois modelos, a Lenovo levou a palco dispositivos com 5 e 5.2 polegadas, respetivamente, ambos com sistema de carregamento rápido.

Existem diferenças, além do tamanho, entre o G5 e o modelo Plus. Começando pelo mais pequeno, este oferece uma bateria de 2.800 mAh, uma câmara principal de 13 megapixeis, abertura f2.0, e a frontal de cinco megapixeis. Existe uma versão do G5 com 16 GB de memória e 2GB de RAM e outra com a mesma memória interna mas com 3GB de RAM.

O modelo Plus apresenta uma melhoria na câmara principal que, apesar de ser de 12 megapixeis, possuí a tecnologia dual autofocus pixel, permitindo uma qualidade superior, associada à abertura de f1.7, igual á do Samsung Galaxy S7. Nesta versão, a memória interna é a mesma mas a RAM é exclusivamente de 3GB. A bateria recebe também uma ligeira melhoria passando a ser de 3.000 mAh.

Lenovo Tab 4

Cada pessoa tem gostos diferentes e, daí, cada pessoa também vive a vida de maneira diferente. A pensar nas diferenças entre cada um dos consumidores e não na igualdade, a Lenovo apresentou quatro versões do Tab 4. A versão 8 e 10 diferem apenas no tamanho, sendo uma de oito polegadas e outra de dez polegadas (não é difícil perceber qual é qual). Ambos possuem 2GB de Ram e podem ser agregados a um teclado amovível para maior produtividade.

A acrescentar a estes dois modelos, surgem depois o 8 Plus e o 10 Plus, onde é integrado dual glass ao ecrã Full HD e a RAM passa a ser de 4GB. Os tablets podem ser vendidos em packs distintos. Um deles é o Pack Produtividade, que inclui o teclado amovível e permite uma melhor interação com o dispositivo. A interface muda e passa a estar presente uma barra de tarefas para que consiga alternar rapidamente entre aplicações, acrescenta a compatibilidade com janelas múltiplas e fica otimizado para utilizar com um rato e um teclado.

O Pack Infantil inclui uma proteção contra quedas, um filtro de luz azul e dois protetores de cores resistentes aos riscos. A interface é também alterada e integra uma funcionalidade para criar uma Conta Infantil da Lenovo, que oferece conteúdo específico para crianças, uma lista de navegação selecionada para os proteger de determinados sites e ainda um controlo de horários de utilização.

Destacável Miix 320

A produtividade do Windows 10 aliada a um dispositivo fácil de transportar deu origem ao híbrido Miix 320. O ecrã FHD de 10.1 polegadas pode ser colocado no teclado para que seja utilizado como um computador mas, se precisar de o levar para algum lado, basta retirar do encaixe e passa a ser um tablet de 550g.

A bateria, segundo a marca, aguenta até 10 horas de utilização. A ligação LTE é uma mais valia para quem precisa de permanecer sempre ligado à Internet, quer esteja a trabalhar no computador ou a ver um filme no tablet. A marca indicou que a bateria consegue aguentar uma temporada inteira da série Game of Thrones sem que seja preciso recarregar.

LG

A LG teve um ano complicado depois do fracasso que foi o G5, o telemóvel modular que não conseguiu vingar. Este ano, a marca decidiu mudar a estratégia por completo e eis que surge o novo modelo topo de gama que promete ser um concorrente à altura.

LG G6

O destaque deste novo modelo da LG, segundo a própria marca, é oferecer ao consumidor aquilo que pediram: um grande ecrã que consegue encaixar-se facilmente na mão. Com 5.7 polegadas e, pela primeira vez, com um formato 18:9 para oferecer uma maior área de visualização, a LG quis criar uma experiência mais imersiva, nomeadamente durante os jogos.

Apesar do tamanho elevado do ecrã, a marca conseguiu fazer com que o smartphone ficasse bem na mão sem que se torne desconfortável, como acontece com vários modelos grandes. O design do G6 é minimalista e baseado no alumínio e no vidro.

As especificações que o compõem passam por um processador Snapdragon 821, uma memória RAM de 4GB e memória interna de 32 ou 64 GB. A bateria está dentro da média, 3.300 mAh, mas deixou de ser removível como acontecia até ao momento na gama G.

A LG decidiu manter a câmara dupla no G6 mas, desta vez, tanto a principal como a de grande angular possuem um sensor igual, de 13 megapixeis, para que o utilizador não tenha de abdicar da qualidade final para conseguir uma fotografia com mais pessoas ou com uma vista mais alargada, proporcionada pela lende de 125 graus. A câmara frontal é de cinco megapixeis com um ângulo de 100 graus.

O G6 é resistente à água, como um topo de gama deve ser, até 1,5 metros de profundidade durante 30 minutos. O smartphone passou por 14 testes diferentes para garantir a resistência contra quedas acidentais. Outro ponto favorável é ser o primeiro com o Google Assistant integrado (depois dos Pixel). A primeira impressão que nos deixou é de que se trata, mesmo, de uma das máquinas mais interessantes da exposição.

Nokia

A empresa que, em tempos, foi líder do mercado de telemóveis, apresentou este domingo o regresso ao mundo dos smartphones, desta vez com o sistema operativo Android. Foram três os smartphones que a marca finalndesa fez subir ao palco e ainda tiveram espaço para a versão moderna do icónico Nokia 3310.

Foi incrível a multidão de pessoas que se juntaram em volta da pequena mesa no stand da Nokia para ver e experiementar a reformulação de um telefone apresentado pela primeira vez há 17 anos. Assistimos a uma espécie de “terceira fila” de gente à espera de vez, sem arredar pé. O espaço foi inversamente proporcional à curiosidade, mas conseguimos fazer este vídeo.

Esta “gracinha” da Nokia é bem capaz de ser uma das manobras de marketing mais interessantes a que vamos assistir nos próximos tempos. Estamos a falar de um aparelho que só funciona em rede 2G, que tem uma câmara de 2MP e uma bateria que dura “uma vida”, à venda por 50€.

Recuperar um formato e conceito antigo que não serve para mais que fazer chamadas e jogar ao jogo da cobra (agora a cores, é certo), mostrou-se uma forma extraordinariamente eficaz de voltar a colocar a Nokia nas bocas do mundo. Resta saber se a moda pega e se se cria um efeito de contágio para as outras opções da marca, claramente mais interessantes.

Com isto não descartamos ou desvalorizamos, de maneira alguma, que para muito boa gente este é um telemóvel que vai ser uma escolha consciente e prática, que vai estar muito para além da moda passageira. Afinal, nem todos queremos ou precisamos de um telefone inteligente.

Nokia 6

O smartphone em destaque é o Nokia 6, já apresentado na China, mas que agora foi anunciado que seria lançado em mais países.

O smartphone de gama média conta com o sistema operativo Android, um ecrã de 5.5 polegadas e um corpo inteiramente feito de aluminio. A Nokia disponibilizou várias cores, como seria de esperar: preto mate, prateado, azul temperado e cobre.

Nokia 6 Arte Black Limited Edition

A fim de celebrar o portefólio da empresa a nível mundial, eis que surge uma versão limitada do Nokia 6. Esta apresenta-se com 64GB de memória interna e com 4GB de RAM, precisamente igual à versão normal do smartphone.

Como o nome indica, e esta é a maior diferença entre os dois modelos, esta versão será em preto brilhante e o preço ligeiramente superior à versão normal do Nokia 6, sendo este modelo vendido a 299 euros e a versão normal a 229 euros.

Nokia 5

O design do Nokia 5 foi pensado para se ajustar perfeitamente à mão do utilizador e com o corpo fabricado através de uma única peça de aluminio. O ecrã é HD Gorilla Glass de 5.2 polegadas.

Este é um modelo mais modesto que o Nokia 6 e, portanto, o processador é um Snapdragon 430. Será vendido nas mesmas cores que o modelo 6: cobre, preto mate, azul temperado e prateado. O preço deste smartphone será de 190 euros.

Nokia 3

O modelo mais básico apresentado pela marca finlândesa é o Nokia 3. Este é um modelo mais modesto mas que segue as mesmas linhas que o 5 e o 6. O ecrã é de 5 polegadas, também conta com Gorilla Glass e as duas câmaras são de oito megapixeis.

As cores disponibilizadas são semelhantes às dos restantes dispositivos. Neste modelo as cores são misturadas com o branco, algo que não acontece nos restantes Nokia. O preço será de 139 euros.

Samsung

A empresa sul coreana é, por norma, o centro das atenções no MWC. Este ano, o cenário foi diferente uma vez que, depois dos problemas com o Note 7, a marca não apresentou nenhum smartphone novo.

Em vez disso, a Samsung optou por renovar a linha de tablets, acrescentando um novo modelo, e ainda um dois-em-um que, ao que tudo indica, poderá ser bem capaz de competir com muitos portáteis presentes no mercado.

Samsung Tab S3

O novo modelo da linha Tab S está agora, maioritariamente, focado no entretenimento multimédia. O ecrã de 9.7 polegadas Super Amoled oferece a qualidade de imagem a que a marca sempre habituou os consumidores. Os tons são vivos e com um contraste acima da média.

A juntar à lista de funcionalidades a marca acrescentou a interação com um novo modelo da S Pen que, com uma ponta de 0.7 mm, permite captar vários níveis de pressão para que as funcionalidades de escrever e desenhar num tablet sejam levadas a um novo nível, um pouco à semelhança da gama Note da Samsung.

A samsung incluiu no Tab S3 quatro colunas estério, o processador Snapdragon 820, uma memória interna de 32 GB e uma RAM de 4GB. O tablet foi agora otimizado para jogos para que a performance não falhe e o jogador possa escolher não ser interrompido por qualquer notificação.

As câmaras fotográficas receberam uma melhoria significativa, face ao modelo anterior, uma vez que a câmara traseira tem agora 13 megapixeis e a frontal mantém os cinco megapixeis. O flash LED foi também colocado abaixo da câmara, algo que não existia no modelo S2. A bateria de 6.000 mAh garante uma longa utilização.

Samsung Galaxy Book

Numa nova aposta, a Samsung apresenta um dois-em-um, o Samsung Galaxy Book. Este possível substituto de um portátil surge em duas versões distintas. Uma delas tem um ecrã LCD de 10.6 polegadas, a outra aumenta para as 12 polegadas e passa a ser um Super Amoled. Ambos trazem instalado o Windows 10.

A versão de 12 polegadas vem equipada com um processador Intel Core i5 da sétima geração e pode ser adquirido com 4 ou 8GB de RAM e um disco SSD de 128 ou 256GB de memória interna. As câmaras deste dispositivo são de 13 megapixeis na parte traseira e de cinco na parte frontal e, a bateria, aguenta cerca de 10h30. O equipamento possuí fast charging.

No que diz respeito à versão de 10.6 polegadas, além de o ecrã ser inferior, também as especificações são mais baixas. No interior encontra-se um processador Intel M3, uma RAM de 4GB e opções de 64 ou 128 GB de memória interna. As duas câmaras são de cinco megapixeis e a bateria é semelhante à da versão maior, mas aguenta apenas 10h de utilização. Este modelo conta também com carregamento rápido.

Sony

Sem dúvida alguma que a Sony se destacou bastante neste evento. Apresentou smartphones de topo, auriculares inovadores e apostou em força no que sempre fez bem: fotografia e vídeo.

Sony Xperia Touch

Eis um equipamento que não sabemos bem se será considerado um tablet, um computador, ou uma categoria à parte (já o tínhamos visto na IFA 2016). O Touch consegue transformar qualquer superfície plana num ecrã de até 23 polegadas. Isto é possível devido à combinação de luzes infravermelhas e à deteção, em tempo real, dos movimentos através da câmara integrada no equipamento que consegue imagens a 60 fps.

O Xperia Touch consegue mostrar informação meteorológica, substituir os post-it com notas (que também podem ser gravadas em vídeo), utilizar as funções de calendário, fazer chamadas pelo Skype, reproduzir jogos entre outras funções. É compativel com qualquer jogo que esteja disponível na Play Store o que lhe retira qualquer tipo de limitação.

O maior problema poderá estar associado ao preço, que ronda os 1.500 euros.

Sony XZ Premium

O verdadeiro topo de gama da marca, o XZ Premium, apresenta um design já caracteristico desta gama de produtos da Sony. O ecrã é de 5.5 polegadas e é o primeiro ecrã de um smartphone com uma resolução 4K HDR. No interior, encontra-se um processador Snapdragon 835, uma memória interna de 64GB e 4GB de RAM.

A juntar à lista de características surgem as câmaras, o ponto onde a Sony se esmerou. Não tem duas câmaras mas tem um sensor de 19 megapixeis que, como a marca já habituou os consumidores, deve ser capaz de apresentar resultador excelentes. O maior destaque vai mesmo para o vídeo, com o sistema Motion Eye é possível ter uma gravação em slow motion gravada a 960 fps. Ainda para mais, a câmara frontal conta com 13 megapixeis para que as selfies fiquem melhores que nunca.

Veja o slow motion em ação no vídeo institucional da Sony:

Algo habitual nos smartphones da Sony é a resistência à água IP 65/68, que é mantida neste telemóvel topo de gama. Este modelo espera-se que esteja disponível ainda durante a primavera de 2017.

Sony Xperia XZs

Esta não é a versão premium, mas em pouco se diferencia dela. O ecrã diminui o tamanho para 5.2 polegadas e passa a ser Full HD. Também o processador não é tão poderoso, mas não será uma diferença notada numa utilização diário, pois o XZs vem equipado com o Snapdragon 820.

Os 4GB de RAM estão presentes também neste modelo mas a memória interna desce para os 32GB. As câmaras são iguais, 19 megapixeis na traseira e 13 na parte frontal e as capacidades de vídeo também se mantêm nesta versão. O slow motion a 960 fps é igual ao modelo Premium.

A resistência à água conta também com o IP 65/68 já conhecido nos smartphones Sony.

Sony Xperia XA1 e XA1 Ultra

Estes dois equipamentos são um pouco mais modestos que os anteriores. O XA1 vem equipado com um ecrã de cinco polegadas e uma câmara frontal de oito megapixeis, contando ainda com 3GB de RAM. O Ultra tem um ecrã de seis polegadas e uma câmara frontal de 16 megapixeis e ainda 4GB de RAM. O modelo maior permite escolher entre 32 ou 64 GB de memória interna enquanto que o modelo mais pequeno tem apenas a opção de 32 GB.

A nível de processador, ambos estão equipados com um MediaTek helio P20 e as câmaras traseiras prometem resultados de uma qualidade extrema. O sensor é de 23 megapixeis e tem uma abertura f2.0.

O adaptador de corrente destes smartphones também traz algo novo. O Qnovo Adapt Charging permite realizar uma monitorização à saúde da bateria dos equipamentos e ajusta a corrente da carga a fim de evitar danos e maximizar o tempo de vida da bateria.

A bateria dos dois modelos também é diferente, sendo a do XA1 de 2.300 mAh e a do Ultra de 2.700 mAh.

Xperia Ear “Open-Style CONCEPT”

Estes auriculares que a Sony apresentou no MWC 2017 são anunciados como uns headphones estéreo “open-ear”. Esta tecnologia incorporada nos pequenos dispositivos permite que o utilizador consiga estar a ouvir música, receber as notificações do smartphone e, em simultâneo, estar a par do som do meio envolvente.

Os auriculares funcionam através de comandos de voz ou, em alternativa, com movimentos da cabeça. São auriculares sem fios, pequenos, discretos e com resistência tanto à água como ao suor, para que possam ser utilizados na prática desportiva sem preocupações. A marca conta ter uma versão beta, para testes, nos próximos meses.

O Observador viajou a Barcelona a convite da Huawei.

Texto de Miguel Videira Rodrigues e Pedro Esteves (Barcelona, Espanha).

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