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O anúncio da mobilização parcial russa, a oficialização das anexações de quatro territórios ucranianos e a ameaça do submarino nuclear Poseidon. Todos estes acontecimentos dos últimos dias mostram uma resposta mais musculada da Rússia e uma escalada da tensão da guerra na Ucrânia. Contudo, no terreno, pouco ou nada mudou desde o início de setembro — e Moscovo não conseguiu inverter a tendência vitoriosa de Kiev. As tropas ucranianas continuam a alcançar importantes sucessos na contraofensiva no sul do país e perto de Lugansk, no leste.

É cada vez mais provável que Kherson — uma das primeiras cidades a ser conquistadas pela Rússia no início da invasão — volte a ser controlada pela Ucrânia brevemente. Moscovo não deverá ter capacidade de resposta para contra-atacar tão cedo, já que as medidas recentemente anunciadas por Vladimir Putin ainda vão demorar alguns meses até terem efeitos práticos. Por exemplo, no que diz respeito à mobilização parcial, os soldados precisam primeiro de ser treinados antes de irem para a linha da frente.

A Ucrânia quer tirar proveito desse facto. Para tal, mantém a mesma estratégia de comunicação do último mês para apanhar as forças russas em falso. Um porta-voz militar ucraniano da região sul, Vladislav Nazaro, pediu “silêncio”. “Não informem nem sequer das notícias positivas sobre as ações das nossas unidades. A resistência e a força são o segredo do nosso constante movimento até à vitória”, disse o responsável, citado pelo El País. Paradoxalmente, tem sido a Rússia a revelar a situação no terreno, nomeadamente a retirada das suas tropas e o avanço das forças ucranianas.

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