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Muito disfarçadamente, põe o microfone à frente. Sempre a rimar, aos pulos, a pequena figura segue a melodia marchante, sorriso malandro, como quem está em casa a jogar charadas, de barba rala, a enfeitiçar as televisões portuguesas de 1981, pouco preparadas para este bruxedo de cor e trocadilhos. “E assim mesmo sem cantar vais encantar”, remata Carlos Paião na desarmante “Playback”, vitoriosa no Festival da Canção da RTP, acompanhado por um coro robótico de fato-macaco: Ana Bola, Cristina Águas, o dinamarquês Peter Petersen e o bigode viril de Pedro Calvinho.

“Foi uma surpresa fantástica”, conta David Ferreira da Valentim de Carvalho, editora que ainda tentava entender como arrancar uma carreira para este estudante de medicina, rapaz acanhado com centenas de canções na algibeira. “Há fotografias dessa noite, todos da editora em volta do Carlos, completamente estupefactos”.

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