Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Quando os espanhóis foram às urnas no dia 25 de maio de 2014 para eleger os 54 deputados a que o país tem direito no Parlamento Europeu, só uma das forças políticas a votos não estava representada pelo logótipo ou sigla, mas pela fotografia do cabeça-de-lista. O Podemos fora fundado poucos meses antes, em janeiro de 2014, mas o seu líder, o jovem académico e comentador televisivo Pablo Iglesias, então com 35 anos, já alcançara o estatuto de estrela política em ascensão. Por isso, o partido recém-criado não hesitou na escolha do símbolo para o boletim de voto. “Pablo Iglesias é muito mais conhecido do que a iniciativa”, justificou o Podemos, detalhando que as sondagens diziam que mais de 50% dos espanhóis identificavam Iglesias, mas só 10% reconheciam o partido.

O boletim de voto do Podemos nas Europeias de 2014

Autêntico terramoto na política espanhola, Iglesias e o Podemos revolucionaram o equilíbrio das forças partidárias no país. Em tempo recorde, o Podemos assumiu-se como um dos partidos centrais do sistema político espanhol — enquanto Iglesias resistia a uma sucessão de crises internas e se impunha como condição para a esquerda governar em Espanha, chegando (após uma sucessão de eleições e de impasses para o PSOE formar governo) a vice-primeiro-ministro de Pedro Sánchez.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.