Nem de propósito, celebrava-se o 1.º de Dezembro. Nesse dia, há cerca de cinco anos, surpreendeu um assaltante a intrometer-se no seu bolso enquanto comprava o bilhete para o Metro, no centro de Lisboa. “Quando viu quem eu era devolveu-me a carteira”, recorda D. Duarte, duque de Bragança, que aos 78 anos continua a preferir o elétrico para circular entre a casa no Chiado, onde decorre esta entrevista, e a Sé, sem receio de frequentar um 28 apinhado de turistas e truques. “Os carteiristas já me conhecem e não me roubam”, confessa no rescaldo da conversa, já a troca de impressões nos guia pelo seu gosto cinéfilo, dos títulos moçambicanos ao muito elogiado “A Gaiola Dourada”.

Em mais uma mensagem ao país, quando se assinala a Restauração da Independência, propõe a reintrodução do serviço militar obrigatório, a aposta na Defesa, acredita que “é preferível ter um governo de que não gostamos do que não ter governo”, e agradece o carinho popular em torno do casamento da filha, a infanta Maria Francisca, celebrado no passado mês de outubro, em Mafra. “A transmissão do casamento foi um serviço público prestado a Portugal. Penso que foi o programa mais visto daquela semana”.

Ao cair do pano lamenta apenas que uma questão tenha ficado de fora do alinhamento: “Pensava que ia perguntar a minha opinião sobre a Miss Portugal”.

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