Reserve já. Descubra os dez destinos mais económicos para as férias de 2017

13 Janeiro 2017345

Não precisa de estourar o orçamento familiar com as próximas férias. Nestas propostas há muita cultura e aventura, algumas pirâmides, vários animais selvagens e gigantescos mercados ao ar livre.

Quer poupar nas férias de 2017? Deixe de fora do seu radar a Oceânia e a América Latina e do Norte. São os destinos mais caros neste ano.

O Observador analisou os três elementos que normalmente mais pesam na contabilidade dos veraneantes: as despesas com os bilhetes de avião, a fatura do alojamento e os custos da alimentação. Para calcular os gastos per capita, simulámos viagens entre 27 de junho e 3 de julho para 54 destinos mundiais somando:

(O Observador não recomenda que os turistas comam unicamente hambúrgueres durante as viagens. Os Big Mac são apenas uma referência para o custo da alimentação em restaurantes locais).

Posto isto, elegemos os cinco destinos mais económicos na Europa e fora do continente. Conheça-os em baixo.

Kiev, Kyiv city, Ucrânia

Istambul, Turquia

Varsóvia, Polónia

Budapeste, Hungria

Moscovo, Rússia

Joanesburgo, Gauteng, África do Sul

Pequim, China

Bombaim, Maharashtra, Índia

Manila, Grande Manila, Filipinas

Cairo, Província Cairo, Egito

Sem sair da Europa

Os bilhetes de avião são facilmente a maior despesa das férias. Por isso, é mais fácil cortar nos custos do descanso anual se optar por veranear dentro da Europa, para onde os voos são mais curtos e baratos.

Istambul, Turquia

Não está completamente dentro da Europa: Istambul está dividida entre o Velho Continente e a Ásia pelo estreito do Bósforo. Porém, um voo para a cidade mais populosa da Turquia – e uma das maiores a nível global – é uma viagem a um outro mundo. Desde os tempos de Bizâncio que Istambul está a acumular património que merece ser conhecido pelos lusos.

Istambul

O horizonte em Istambul inclui três mil mesquitas, incluindo a Mesquita Nova (na fotografia) e as mais conhecidas Mesquita Azul e a Mesquita de Solimão.

Os vários atentados na Turquia (incluindo ao aeroporto de Atatürk em junho passado), que são o reflexo da atividade militar em território sírio, têm pressionado o turismo em Istambul. Essa pressão conduziu à baixa de preços dos hotéis, que, entre os 54 destinos analisados, apenas são batidos pela oferta em Bogotá, na Colômbia. No entanto, os voos para a Turquia são muito mais baratos: cerca de 170 euros num percurso de ida e volta.

Varsóvia, Polónia

Varsóvia, a décima cidade mais populosa da União Europeia, é o íman polaco para atrair viajantes. A capital foi destruída na Segunda Guerra Mundial, mas o ritmo de recuperação foi acelerado. Varsóvia pode ser um trampolim para conhecer Cracóvia, a 300 quilómetros, e o litoral de Gdansk, 40 quilómetros mais longe.

Coluna de Sigismundo e Castelo Real de Varsóvia.

A Coluna de Sigismundo, em frente ao Castelo Real de Varsóvia, é um dos principais pontos turísticos da capital polaca.

Ao contrário do ano passado, quando Varsóvia se destacava por ter os hotéis de quatro estrelas mais baratos, a capital polaca não surpreende em nenhum dos vetores analisados pelo Observador. No entanto, os preços dos voos, do alojamento e das refeições abaixo da média combinam para colocar a cidade na lista dos destinos mais económicos para 2017.

Kiev, Ucrânia

A capital ucraniana pode ser vista como um destino aventureiro, em particular devido às tensões entre a nação e a Rússia. No entanto, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas desaconselha os viajantes nacionais a evitarem as deslocações às regiões no leste e no sul da Ucrânia. Kiev posiciona-se a norte, a cerca de 100 quilómetros da Bielorrússia.

Mosteiro de Kiev-Petchersk

O Mosteiro de Kiev-Petchersk é o local mais visitado pelos turistas em Kiev.

O preço da alimentação é o que mais surpreende em Kiev. Um Big Mac custa 39 grívnias ucranianas, cerca de 1,38 euros, valor apenas batido pelos McDonald’s do Cairo. Todavia, não é só o baixo custo das refeições locais que o devem estimular a fazer uma visita à capital ucraniana (embora a ementa seja atrativa, incluindo o frango à Kiev): por ser uma das mais antigas cidades da Europa de Leste, é rica em património cultural e arquitetónico, com destaque para a Catedral de Santa Sofia e o Mosteiro de Kiev-Petchersk.

Budapeste, Hungria

Em 2011, o número anual de turistas na Hungria ultrapassou a população residente, mas o fluxo não abrandou: desde então o volume de visitantes aumentou 40%, segundo a Organização Mundial de Tursimo. Budapeste, a capital húngara, é a principal razão para as viagens turísticas para o país.

Castelo de Buda.

Cruzeiro no Danúbio sob o Castelo de Buda. Fotografia: Cristian Bortes.

Desde a cozinha, que se expande muito além do gulache, à arquitetura, em particular Art Nouveau, passando pelos vários estilos de banhos públicos, como turcos e modernos, há muito para ver e viver em Budapeste. O Palácio Real e as pontes sobre o Danúbio são as atrações favoritas dos turistas.

Moscovo, Rússia

A recuperação do preço do barril de petróleo, a principal exportação russa, está a ajudar a economia a recuperar. No entanto, o efeito para os turistas é negativo: além de o rublo russo subir, gera inflação local (7,2% em 2016, segundo o Fundo Monetário Internacional), encarecendo a vida aos visitantes. Mesmo assim, enquanto o rublo e a inflação não escalarem mais, Moscovo é um dos destinos económicos de 2017.

Catedral de São Basílio

A entrada na Catedral de São Basílico, na Praça Vermelha, custa cerca de 5,50 euros.

Os voos são o único elemento menos barato no planeamento de uma viajem à Rússia. A Lufthansa e a Swiss garantem o transporte até e desde o aeroporto moscovita de Domodedovo a partir de Lisboa no início do verão de 2016 por menos de 250 euros.

Salte para fora da Europa

O euro está ligeiramente mais forte do que há um ano face às principais divisas, o que ajuda na contabilidade das férias fora da zona da moeda única. O Observador encontrou as cinco opções que menos castigam a sua carteira.

Joanesburgo, África do Sul

Está mais barato visitar a África do Sul. Há um ano, os bilhetes de ida e volta para Joanesburgo, como uma escala obrigatória numa capital europeia, custavam mais de 600 euros. Agora é possível fazer a mesma compra por pouco mais de 400 euros. A esta baixa de preços juntam-se as despesas reduzidas em alimentação e em alojamento em Joanesburgo, apesar da subida do rand sul-africano face ao euro.

É pouco provável que os gastos de uma família que visite a África do Sul se resumam ao transporte, à comida e à dormida. A nação é conhecida pela sua oferta na área da Natureza.

Kruger National Park

A visita ao Kruger National Park custa cerca de 21 euros por dia para cada adulto, mas as despesas sobem se quiser pernoitar na reserva.

Para quem quer poupar, a apenas uma hora de Joanesburgo é possível conhecer o Lion and Safari Park, onde uma visita guiada de três horas – que inclui leões, mabecos, chitas, zebras e girafas – custa cerca de 52 euros por adulto. Todavia, a pérola da África do Sul é o Kruger National Park. É, no entanto, necessário voar de Joanesburgo para um aeroporto mais próximo (como o de Nelspruit) ou conduzir durante mais de quatro horas para lá chegar.

Pequim, China

Umas férias na capital chinesa – ou na segunda cidade do Império do Meio, Xangai – podem ficar mais baratas do que uma visita a uma capital europeia próxima, como Roma ou Viena. Pequim combina preços baixos de hotéis com refeições económicas. Esta realidade compensa o gasto com voos, que facilmente ultrapassam os 400 euros por pessoa nas passagens de ida e volta com uma escala na Europa.

Grande Muralha da China

A entrada na Grande Muralha da China custa cerca de oito euros para um adulto.

A Grande Muralha da China, a Cidade Proibida e o Templo do Céu – dentro ou próximos da capital chinesa – são as referências da cultura e do turismo chinês, mas há outros menos conhecidos que merecem a visita, como o Templo de Verão, bem como experiência únicas, como uma ida ao teatro tradicional e uma prova do verdadeiro pato à Pequim.

Bombaim, Índia

Apesar de os guias turísticos dizerem que julho não é o mês ideal para visitar Bombaim, na Índia, é nessa altura do ano que os bilhetes de avião são mais caros. A época das monções começa em junho, por isso é de esperar chuva todos os dias se visitar a cidade indiana durante o verão português. Se optar por outros meses do ano, consegue reduzir o preço das passagens de ida e volta a partir de Lisboa ou do Porto para menos de 450 euros por pessoa.

Portal da Índia

O Portal da Índia é um dos monumentos mais visitados de Bombaim.

O custo dos voos é compensado pelas baixas despesas com refeições e alojamentos. A maior cidade indiana tem muito para visitar – desde o bairro de Kala Ghoda rico em museus às praias de Girgaon –, mas também pode ser um trampolim para explorar a nação.

Manila, Filipinas

A Guerra Filipina Contra as Drogas, a campanha oficial liderada pelo presidente, Rodrigo Duterte, pode ser a principal razão para os preços dos hotéis em Manila estarem entre os mais baixos do mundo. A campanha já conduziu à morte de mais de três mil alegados traficantes, uma grande parte por vigilantes incentivados pelo presidente filipino. A Secretaria de Estado das Comunidades Portugueses indica que as condições segurança nas Filipinas são “instáveis”. É mais um destino para aventureiros que queiram aproveitar as baixas de preços.

Chinatown em Manila.

A chinatown de Binondo, uma região da cidade de Manila, é a mais antiga do mundo. Foi criada em 1594.

É possível reservar um quarto duplo no clássico The Manila Hotel, que, além de ter sido a residência oficial do general norte-americano Douglas MacArthur durante a Segunda Guerra Mundial, recebeu personalidades desde Ernest Hemingway até Michael Jackson, por 120 euros por dia. É um hotel de cinco estrelas, provavelmente o mais luxuoso da cidade.

Cairo, Egito

As refeições no Cairo estão entre as mais económicas para os turistas. Aliás, entre os 54 destinos analisados pelo Observador, é o local mais barato para comer. Um Big Mac custa 23 libras egípcias, cerca de 1,21 euros. Não se restrinja aos restaurantes McDonald’s: vale a pena experimentar o centenário kushari – um prato tradicional composto por arroz, massa, grão, tomate, cebola e lentilhas – e arriscar na cozinha egípcia mais moderna.

A Grande Esfinge de Gizé.

A Grande Esfinge protege a entrada do Planalto de Gizé.

Quem visita o Cairo é obrigado a visitar algumas pirâmides, a Grande Esfinge de Gizé e o Museu Egípcio, que alberga o tesouro do faraó Tutancámon. Mesmo isso é barato: a entrada no museu ou o acesso ao Planalto de Gizé (que inclui várias pirâmides e túmulos) custa, no máximo, cerca de três euros por pessoa.

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