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Samanta Cruz tem um diagnóstico de esquizofrenia. Viveu na rua, em vários sítios em Lisboa. Neste momento beneficia de habitação graças a um programa promovido pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial
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Samanta Cruz tem um diagnóstico de esquizofrenia. Viveu na rua, em vários sítios em Lisboa. Neste momento beneficia de habitação graças a um programa promovido pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial

TOMÁS SILVA/OBERVADOR

Samanta Cruz tem um diagnóstico de esquizofrenia. Viveu na rua, em vários sítios em Lisboa. Neste momento beneficia de habitação graças a um programa promovido pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial

TOMÁS SILVA/OBERVADOR

Viveu na rua com uma manta e vozes na cabeça. Hoje tem vida nova graças ao projeto de apoio à habitação para doentes mentais sem abrigo

Em Lisboa, há um programa de habitação estável para pessoas sem-abrigo com doença mental. Primeiro trata-se do teto, depois da integração. Resultado: a saúde melhora e a dignidade também.

Durante cinco anos, Samanta Cruz viveu na rua. Primeiro na zona da estação de Santa Apolónia, em Lisboa. Depois pegou na manta, no saco-cama e na roupa que tinha no corpo e mudou-se para perto do Centro de Congressos de Lisboa, em Alcântara. Aí dormia nos bancos de pedra com vista para o rio e, nos dias de chuva, junto a uma das portas laterais de vidro desse espaço de eventos. Estava cansada de confusões, tinha receio da violência e da constante insegurança de viver sem paredes e sem teto.

“Se já é muito difícil para um homem viver na rua, para uma mulher é ainda mais, estamos mais expostas aos perigos”, desabafa. Fazia quilómetros a pé até à carrinha que distribuía comida às pessoas sem-abrigo pela zona oriental da cidade, deram-lhe um casaco para aguentar o frio do inverno, ia para a Biblioteca de Belém, pelo gosto de ler, pela sensação de conforto, pelo calor do corpo aquecido.

“Era uma situação muito difícil. Fome, frio, chuva. E a doença também não ajudava, com a mania da perseguição, as vozes, as visões. Não estava medicada, nessa altura.” Samanta tem 41 anos, pele morena, olhos castanhos claros e um diagnóstico de transtorno esquizoafetivo, com sintomas psicóticos e alucinações.

"Era uma situação muito difícil. Fome, frio, chuva. E a doença também não ajudava, com a mania da perseguição, as vozes, as visões"

TOMÁS SILVA/OBERVADOR

Foi complexo de digerir. Negou-o para si e para os outros durante muito tempo. “A doença a dar os primeiros sinais e eu não liguei. Depois não aceitei e até aceitar achava que os outros é que eram malucos.” Demorou a habituar-se e a conformar-se Agora a situação está controlada, está medicada e é seguida no Hospital Pulido Valente.

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Em 2019, Samanta saiu da rua com o pouco que tinha e entrou numa casa arrendada. “Estava muito desconfiada, não sabia se ia conseguir, já não tinha projeto de vida, não tinha planos, não tinha futuro.” Quando entrou nessa casa, sentou-se no chão, com a chave na mão, sozinha no escuro. Demorou tempo a voltar a acreditar no que estava a acontecer. E a acreditar nela. “Na rua, criei uma carapaça muito grande de desconfiança, de medo. Não confiava em ninguém, por causa das manias da perseguição da doença. Eu era um bicho do mato, angustiada, maldisposta, sempre desconfiada.” Agora garante que já não é essa pessoa.

Casas Primeiro é um programa de habitação estável para pessoas em situação de sem-abrigo com doença mental. Foi o primeiro a ser implementado em Portugal. O modelo, que nasceu nos EUA na década de 1990, passa por garantir uma casa, primeiro, e tratar da integração, depois.

Hoje mora num apartamento num prédio na Ajuda, em Lisboa. Tem sala e cozinha, mesa encostada a um canto, dois sofás, um quarto. “Estou muito contente, adoro a zona, sinto-me bem aqui, falo com os vizinhos.” Tem trabalhado na restauração, gosta de servir às mesas, perguntar aos clientes se a comida está boa, dar o retorno aos colegas que estão na cozinha. Anda à procura de emprego na mesma área. “Gosto de estar ocupada para me sentir útil, que estou a fazer alguma coisa produtiva.” Os almoços são assegurados pela Corações com Coroa, a associação sem fins lucrativos, onde, volta e meia, se cruza com “gente famosa“. E continua a ler. “Vários livros ao mesmo tempo.” Tem uns espalhados pela casa, num armário aberto e em duas mesas pequenas e baixas de cada lado de um sofá. Aqui A Metamorfose, de Kafka. Acolá alguns de Carl Sagan.

Samanta Cruz é uma das 160 pessoas que, neste momento, beneficiam do projeto Casas Primeiro (Housing First) promovido pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS), instituição particular de solidariedade social sediada em Lisboa, que desenvolve programas e serviços de suporte a pessoas com doença mental, nas áreas da habitação, educação e emprego.

Samanta Cruz tem 41 anos e é seguida no Hospital Pulido Valente. A doença mental melhorou bastante desde que tem uma casa

TOMÁS SILVA/OBERVADOR

Casas Primeiro é uma dessas respostas, um programa de habitação estável para pessoas em situação de sem-abrigo com doença mental, o primeiro a ser implementado em Portugal, em 2009, e um dos primeiros na Europa – agora já há projetos em Barcelos, Leiria, Cascais, Santarém, entre outras cidades.

O modelo de intervenção “HousingFirst” nasceu em Nova Iorque, EUA, na década de 1990. A ideia é primeiro dar uma casa e, depois, tratar da integração, o que representa uma mudança de paradigma em relação às respostas convencionais de alojamento coletivo, temporário e transitório, para pessoas mais vulneráveis, neste caso sem-abrigo com doença mental. “É o acesso a uma habitação individual de pessoas que têm dificuldade em partilhar casa e, desta forma, sentem-se mais seguras, têm mais capacidade para gerir o dia a dia, podem escolher as suas rotinas”, explica Teresa Duarte, da direção da AEIPS.

Nos 15 anos de projeto arrendaram-se casas para cerca de trezentas pessoas sem-abrigo com doença mental, sobretudo com esquizofrenia, perturbação bipolar e depressão. A esmagadora maioria dos beneficiários mantém uma situação estável. “Os internamentos são diminutos e há uma redução de consumos associados à vida na rua”, diz Teresa Duarte, da AEIPS.

As casas não são coletivas e não são habitação social. São propriedades privadas, estão espalhadas por várias zonas de Lisboa e são arrendadas no mercado livre — esse tem sido, aliás, o maior problema, devido à especulação imobiliária. “O grande objetivo é resolver a situação de quem está na rua e garantir que essas pessoas mantêm as casas e não voltam para essa situação. E quando a habitação se resolve, o resto melhora. No fundo, não é uma questão cultural, é uma questão de direitos humanos.”

Andreia Caires, coordenadora da equipa Casas Primeiro, formada em Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental e especialista em Psicologia Comunitária, fala de uma intervenção feita à medida, de um trabalho concertado e exclusivo para quem sai da rua, sofre com doença mental, e volta a ter uma casa. “Fazemos uma análise detalhada de toda a situação, fazemos um plano individual de intervenção, articulamos com a unidade de saúde familiar e outras instituições.” No fundo, a AEIPS tenta trabalhar num modelo colaborativo, não duplicando nem replicando respostas sociais (como as garantidas pela Segurança Social, serviços sociais da câmara, Instituto de Emprego e Formação Profissional ou Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) e desenvolve um plano para cada inquilino, que é moldado ao longo do tempo.

Duas décadas e meia na rua e agora uma casa na Madragoa

Dário Teixeira é outro inquilino do Casas Primeiro. Viveu 24 anos na rua, dormia em tendas, casas abandonadas, carros sem dono. Não tinha poiso fixo, pernoitava onde calhava sob o céu de Lisboa e ainda andou uns tempos por Faro. Chegou a acordar num rés-do-chão devoluto com as janelas que, de um dia para o outro, foram fechadas a tijolos e cimento sem ele dar conta. Lembra-se bem. “Bati com a cara num muro de tijolos e tive de saltar do primeiro andar para sair.” Foi noutra vida. Outra vida diferente da que tem agora.

Há nove anos que mora no bairro da Madragoa, em Lisboa. Casa no rés-do-chão, bicicleta encostada a uma mesa, um peixe de plástico gigante e uma bandeira de Portugal fixados na parede. Cama feita, livros em cima da estante, guitarra a um canto, vários CD, um frigorífico. Ao fundo, a cozinha e uma casa de banho. Foi uma assistente social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que lhe falou do projeto. “Ter um teto faz muita diferença, posso ter os meus projetos, posso lavar a roupa, posso andar limpinho.”

Cada pessoa tem um plano individual de intervenção, feito à medida, segundo Andreia Caires, coordenadora da equipa do Casas Primeiro

TOMÁS SILVA/OBERVADOR

Dário Teixeira tem 51 anos e um passado pesado, diagnóstico de esquizofrenia, consumo de droga, alguns internamentos. “Muito sofrimento, não só pelos problemas psicológicos. Mas agora tomo a medicação certinha, não me automedico e deixei a metadona.” Neste momento, trata das compras de carne e peixe para um restaurante de Lisboa durante uma ou duas horas durante as manhãs, tem jeito para a mecânica e desmonta e monta bicicletas. Dedica-se à pesca no Tejo quando o rio está bom, sem poluição, e ouve muita música. “Gosto muito de música. O rock é o motor que me põe a andar.”

Vai às consultas de psiquiatria no Hospital de Santa Maria, tem um exame médico marcado para daqui a uns dias, e a equipa do Casas Primeiro ajuda-o no que precisa, quando precisa. “Há visitas, reuniões, consultas de psicologia, dão-me apoio em tudo. Quando tenho um assunto a tratar ou se tenho dúvidas falo com as doutoras.” De duas em duas semanas, às sextas-feiras, vai à reunião de grupo na sede da AEIPS, junto ao Instituto Superior Técnico, que é um momento de partilha para os inquilinos do programa.

Das 160 pessoas que têm atualmente casa em Lisboa através do Casas Primeiro, mais de 85% têm doença mental, sobretudo com diagnósticos de esquizofrenia, perturbação bipolar e depressão. Há 70% de homens e 30% de mulheres, com as idades a rondar os cinquenta anos. Depois da pandemia, o projeto começou também a dar casa a outras situações complexas, idosos com problemas de saúde, pessoas trans, pessoas com dependências de álcool e de drogas.

Há nove anos que Dário Teixeira vive numa casa arrendada na Madragoa, depois de 24 a viver na rua. "Agora tomo a medicação certinha, não me automedico”

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“É uma solução individual e permanente até as pessoas necessitarem dela”, diz Teresa Duarte. Sem a pressão do tempo, sem prazos estipulados, sem esse peso em cima dos ombros. “Como não há um prazo, as pessoas têm uma sensação de estabilidade e tempo para se organizarem.” Nos 15 anos de projeto arrendaram-se casas para cerca de trezentas pessoas sem-abrigo com doença mental. Poucos saem, poucos se autonomizam, não chegam a 20% do total.

Os casos chegam ao Casas Primeiro sinalizados de diversas formas: pelas equipas de rua do programa municipal de apoio aos sem-abrigo da Câmara Municipal de Lisboa, pelas juntas de freguesia, pela polícia, por associações de bairro. O acompanhamento é próximo, com a regularidade que for necessária, para tratar do que é preciso em cada caso, da documentação às consultas e exames médicos, acesso a benefícios sociais ou questões judiciais.

Num dia, os técnicos da AEIPS podem ir a três supermercados com um inquilino para estudar onde os preços são mais baratos, ou ajudar no acompanhamento a uma consulta, tratar de papéis na segurança social, fazer um cartão de leitor numa biblioteca ou uma inscrição numa piscina municipal. “Acompanhamos, ajudamos a desbloquear situações, fazemos valer os direitos que essas pessoas têm”, diz Teresa Duarte. A equipa não tem carrinhas, utiliza transportes públicos nas viagens com os moradores para que percebam como o podem fazer e como podem circular de forma autónoma pela cidade.

“Agora tenho confiança e as pessoas tratam-me de forma diferente, sinto-me melhor, mais à vontade”, diz Dário. Há um ano, o irmão ligou-lhe da Austrália, perguntou-lhe o que tinha de fazer para sair da rua. Dário falou-lhe do Housing First. A milhares de quilómetros, o irmão aderiu ao projeto. “Disse-lhe que tinha de estimar a casa, arranjar trabalho para pagar a renda.”

O rácio é de um técnico para dez pessoas. Neste momento são 16, entre psicólogos de desenvolvimento comunitário e saúde mental, sociólogos, especialistas em psicologia comunitária, assistentes sociais, mais duas pessoas que já passaram por situações semelhantes aos realojados, os chamados pares.

O programa financia o arrendamento, o mobiliário e equipamento básico, bem como os consumos de água, eletricidade e gás (cujos pagamentos são geridos pela AEIPS). Quem tem rendimentos contribui todos os meses com 20% para a renda (e gere os benefícios sociais a que tem direito), quem não tem, não paga. Quem tem animais, pode levá-los consigo da rua para uma casa. O projeto é financiado pela Câmara Municipal de Lisboa, que apoia com 21 euros por dia por pessoa, e pelo Instituto da Segurança Social que disponibiliza uma verba de 150 euros por mês por cada beneficiário. 

Menos internamentos, menos consumos, mais autonomia

Viver na rua deixa marcas emocionais, debilidades físicas, há questões de saúde detetadas, como diabetes, problemas cardíacos, tensão arterial elevada. “A situação de viver na rua desencadeia muitas questões”, diz Teresa Duarte. “Não descansam, não se sentem em segurança.” Há roubos, há lutas, há violência sexual. “É sobrevivência 24 horas por dia e tem muito impacto na saúde mental.” “É uma vida sempre em alerta, sempre em sobressalto”, completa Andreia Caires.

O Casas Primeiro tem impacto positivo na  vida das pessoas e não apenas ao nível da habitação: 90% dos beneficiários mantêm uma situação estável. “Os internamentos deixaram de existir ou, quando existem, são muito diminutos, e há uma redução de consumos associados à vida na rua”, diz Teresa Duarte. “O facto de poderem dormir com os dois olhos fechados é um descanso.”

O acesso a uma habitação individual dá segurança e capacidade de gerirem as suas rotinas, como explica Teresa Duarte, à direita, da direção da AEIPS

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Dário Teixeira gosta da vizinhança, o bairro organiza-se para os Santos Populares e ele lá estará. Acorda cedo, trata da casa, por vezes, cozinha umas favas com chouriço ou morcelas. “Não compro bifes, compro bifana que é mais barato.” Foi um longo caminho até aqui chegar, fez muita coisa na vida. Trabalhou no campo e distribuiu jornais porta a porta nos arredores de Londres, onde viveu com a mãe e o irmão até aos 14 anos. Voltou a Portugal, trabalhou numa empresa de máquinas de rega, montava tubagens, filtros, quadros elétricos. Depois passou pela construção civil, uma empresa de mudanças, uma oficina. E a rua. E os consumos. E a doença.

Tudo mudou desde que passou a ter um teto. “Uma coisa que noto é a minha situação no mundo: tenho confiança e as pessoas tratam-me de forma diferente, sinto-me melhor, sinto-me mais à vontade.” Há um ano, o irmão ligou-lhe da Austrália, perguntou-lhe o que tinha de fazer para sair da rua. Dário falou-lhe do Housing First. A milhares de quilómetros, o irmão aderiu ao projeto. “Foi muito bom falar com ele, disse-lhe que tinha de estimar a casa, arranjar trabalho para pagar a renda.”

Dário e Samanta são duas das 160 pessoas que estavam em situação de sem abrigo e atualmente beneficiam do programa Casas Primeiro

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Samanta Cruz também sente essa diferença. “Quando estamos na rua, olham-nos com aquele olhar de miséria. Agora estou diferente, tenho uma casa, consigo ter outra vida, consigo ter amigos. A doença também não ajudava, andava sempre descompensada.” A outra vida está no passado. Casou, trabalhou numa loja de artigos para o lar, depois num cabeleireiro, ainda pensou estudar estética, teve filhos, separou-se, conflitos familiares. E caiu na rua. Está grata ao programa, agradece o tempo e a paciência da equipa. “O projeto é muito importante, dá-nos apoio em muita coisa, na segurança, na higiene, na proteção, dá-nos a possibilidade de começar do zero. A minha vida era a rua, o meu futuro era a rua, estava numa situação muito degradante, já tinha desistido de mim.”

Os dias também são feitos de sonhos. Dário Teixeira gostava de ir à Guiné Bissau ou a Cabo Verde para umas férias dedicadas à pesca. Samanta Cruz quer muito voltar a ver o filho de 12 anos, mostrar ao tribunal que está melhor, que tem uma casa, que já voltou a trabalhar. Não tenciona baixar os braços. Tem uma filha e um neto que moram longe e que, por vezes, a visitam. E volta a agradecer. “Não nos dão uma casa e depois largam-nos, não é nada disso. Apoiam-nos, tentam saber do que precisamos, fazem um plano para ajudar. A nível emocional, o trabalho que fazem ajuda-nos a dar os primeiros passos sozinhos como pessoas independentes.” É precisamente o que tem feito desde que saiu da rua e tem um teto.

Mental é uma secção do Observador dedicada exclusivamente a temas relacionados com a Saúde Mental. Resulta de uma parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e com o Hospital da Luz e tem a colaboração do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Psicólogos Portugueses. É um conteúdo editorial completamente independente.

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