Uma utilizadora recorreu ao Facebook para fazer um alerta — que é falso e que já tem perto de uma centena de partilhas. Nele, afirma que “uma rapariga foi violada, outra assaltada e uma outra sofreu uma tentativa de assalto“, em Coimbra. No entanto, a PSP não tem registo que tenha ocorrido, nesta cidade, qualquer uma das três situações.

Na publicação, a utilizadora especifica até que os casos teriam acontecido na semana entre 9 e 15 de dezembro e pede à população de Coimbra que tenha “cuidado a circular perto da Avenida/Rua Guerra Junqueiro” e na “Conchada”, referindo-se ao Largo Conchada. A utilizadora sugere assim que os falsos casos que relata teriam ocorrido nesta zona. “Tentem andar sempre acompanhados e sobretudo atentos”, alerta ainda.

O post que lança o falso alerta

Questionada pelo Observador, fonte do Comando Distrital da PSP de Coimbra garantiu que não tem registo de uma violação, um assalto e uma tentativa de assalto que tenha ocorrido naquela zona. Alertas falsos deste género são frequente e o conselho da polícia é sempre o mesmo: caso alguém tenha conhecimento da prática de algum crime deve fazer participação dele numa esquadra e não nas redes sociais.

Este tipo de alerta serve apenas para lançar o pânico na população — é exatamente para isso que um outro utilizador do Facebook alerta, nos comentários

Um dos comentários no post

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Conclusão

Circula um alerta no Facebook onde se lê que “uma rapariga foi violada, outra assaltada e uma outra sofreu uma tentativa de assalto”, na zona de Coimbra. No entanto, questionada pelo Observador fonte do Comando Distrital da PSP de Coimbra garante que não tem registo de qualquer uma das três situações.

Assim, segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

Errado

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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