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Hoje a guerra civilizada não se faz com armas faz-se com o comércio, ou a ausência dele. Os sinais da próxima crise estão aí. Não sabemos qual vai ser a sua intensidade nem quando eclodirá. A sua base, para já, são variadas rixas comerciais que ainda não se converteram em guerras comerciais entre os três grandes blocos económicos: EUA, China e Europa. Existe um abrandamento da economia mundial, um sentimento de ansiedade nos mercados que se reflete na procura de ativos com pouco risco mesmo que com rendimentos baixos ou mesmo negativos! As obrigações do Tesouro, garantidas pelos Estados soberanos, são o exemplo mais paradigmático com taxas de “juro” negativas, mesmo a prazos longos, mas a subida da cotação do ouro, a valorização do ainda seguro dólar, são outros sinais da instabilidade e incerteza.

A Alemanha, sendo um país extremamente aberto ao exterior, será porventura o país mais exposto à guerra comercial entre os EUA e a China, que a afeta particularmente e de forma mais modesta se expande à Europa. Poderá entrar em recessão ainda este ano. A introdução de tarifas aduaneiras nos EUA a produtos europeus, obviamente que levará a uma resposta proporcional da UE em relação aos produtos americanos reduzindo o crescimento económico de ambos os blocos económicos e em particular dos países mais abertos ao comércio internacional originando recessão nos mais abertos ao comércio internacional.

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