O bárbaro ataque terrorista em grande escala perpetrado pelo Hamas contra Israel no passado dia 7 de Outubro torna evidente que não há qualquer possibilidade de envolver o Hamas numa solução política para o conflito israelo-palestiniano. Perante o que se passou, Israel tem não só direito a defender-se mas também a obrigação de erradicar o Hamas à luz do direito internacional.

Encontrar uma solução política estável e duradoura que abra caminho à paz na região é fundamental, mas um pré-requisito fundamental para iniciar seriamente esse caminho é uma vitória decisiva na guerra de Israel contra o Hamas. Esta não é, no entanto, uma guerra convencional. Israel tem o dever de respeitar o direito internacional –  incluindo o frequentemente mal invocado princípio da proporcionalidade (que consiste, não em qualquer equivalência de baixas ou práticas, mas em utilizar meios adequados aos objectivos militares legítimos, ponderando na decisão os efeitos colaterais expectáveis). Do outro lado está uma organização terrorista que, ao contrário de Israel, dirige os seus ataques deliberadamente contra civis empregando todos os meios ao seu alcance.

Ninguém de bom senso duvidará que, se o Hamas tivesse ao seu dispor os meios militares de que Israel dispõe, o resultado seria o genocídio dos israelitas. Importa recordar que só o Hamas dirige os seus ataques deliberadamente contra alvos civis. E que o faz lançando os seus rockets a partir de escolas, hospitais e mesquitas. Aliás, o Hamas faz isso precisamente porque sabe e confia que Israel – ao contrário do Hamas – procura respeitar o direito internacional e minimizar baixas civis.

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