Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Como se já não bastasse que se tratem as mães por “Ó mãe!?”, há uma “mania” muito em voga, no momento, que passa por se chamar a todas as crianças “príncipes” ou por “princesas”. A ideia, suponho eu, passa por andarmos a dar afagos na “auto-estima” da criançada. Mas isso não impede que, chegadas à escola, as crianças se dividam entre os “príncipes” e os “príncipes com orelhas de burro”. E isso é trágico. Porque todas as crianças são inteligentes e todas têm necessidades educativas especiais. Só que umas passam. E outras não.

Quando uma criança não cumpre “os objectivos” definidos para um determinado ano de escolaridade, é claro que ela tem responsabilidade por isso acontecer. Mas, é bom que se diga — por mais que ela seja, “à vista desarmada”, quem mais acarreta com os custos disso tudo — a verdade é que “a parte de leão” duma reprovação é da responsabilidade da escola, a maior parte, e, depois, dos seus pais. Isto é, a haver alguém a ficar retido, a escola devia vir sempre em primeiro lugar. (Só um pormenor: eu disse a escola; não os professores.)

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.