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O tema da saúde em Portugal está refém de pseudo-ideologias políticas totalmente desinformadas. Está refém de clientelas e de arcaísmos históricos. É mais importante discutir se o estado detém os meios de produção ou se o capital pode ganhar dinheiro com a saúde, do que discutir a qualidade dos cuidados que os cidadãos recebem. Perdemos tempo a discutir problemas fictícios de subsistemas, se a ADSE é isto ou aquilo, que é mais ou menos como discutir o que a Médis ou a Multicare são, com uma atitude coscuvilheira de nos metermos em assuntos que são dos funcionários do estado e apenas só deles com o seu empregador. Talvez porque o país seja altamente dominado por cidadãos que dependem diretamente do estado para receber o vencimento, misturamos os problemas dos funcionários do estado com os problemas do país.

Nos últimos 20 anos o Ministério da Saúde transformou-se no Ministério dos Hospitais do Estado e no Ministério dos Médicos e Enfermeiros que são Funcionários Públicos (as outras profissões na saúde nem merecem atenção). Andamos perdidos em tricas e rixas, em lutas de classe e corporativas, em falsos dados que sugerem que os “privados”  ficam com a maioria do orçamento da saúde. Com isto estamos a Bolivarizar a saúde em Portugal. A nossa saúde não será a americana, nem a inglesa ou sequer a belga. Com este caminho será a da Venezuela – para quem não sabe o que é, é nenhuma, é morrer por falta de uma aspirina.

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