Foi no dia em que a Igreja católica celebra a natividade de Nossa Senhora, 8 de Setembro de 2019, que a Irmã Maria Antónia Guerra de Pinho nasceu para a eternidade. Nasceu?! Sim, porque o momento da morte é, para os cristãos, o dies natalis, ou seja, o dia do nascimento para a verdadeira vida, a eterna.

A sua morte não podia ter sido mais horrível, dadas as circunstâncias em que ocorreu: não só foi terrivelmente assassinada como, depois, nem sequer o seu corpo foi respeitado pelo seu monstruoso homicida. Manchando, com a sua ignomínia, aquele cadáver, não pôde, contudo, conspurcar a alma de quem, enriquecida pela graça do martírio, no Céu resplandece imaculada e, decerto, intercede agora pela sua conversão.

A vida de Maria Antónia Guerra de Pinho, mais conhecida por Irmã Tona, é uma história de amor humano e divino. Ao contrário do que certas hagiografias fazem crer, os santos são pessoas normais, embora extraordinárias na sua virtude.

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